Solto ou preso, pouco importa, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e gastador compulsivo, pagaria uma fortuna pela resposta certa à pergunta que mais aflige a República neste momento: o Senado aprovará ou não a indicação de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, para ministro do Supremo Tribunal Federal?

O nome dele é Jorge Rodrigo Messias, nascido no Recife em 1980. Graduou-se em direito pela Universidade Federal de Pernambuco no ano em que Lula se elegeu presidente pela primeira vez (2003). Concluiu o mestrado quando Lula estava preso (2018) e o doutorado (2024) quando Lula já voltara à Presidência.

Messias ganhou notoriedade em 2016, ao ser mencionado em um telefonema trocado pela então presidente Dilma Rousseff e Lula, na época investigado no âmbito da Operação Lava Jato. Lula fora nomeado, mas ainda não empossado, para o cargo de ministro da Casa Civil. Estava grampeado, mas não sabia.

No áudio, que teve seu sigilo retirado pelo juiz Sérgio Moro, Dilma informa a Lula que iria encaminhar, através do “Bessias”, o termo de posse no cargo para uso “em caso de necessidade”. Lula corria o risco de ser preso. Mas com o termo de posse assinado por Dilma, somente o Supremo poderia mandar prendê-lo.

Advogado-Geral da União desde o início do governo Lula 3, as portas do Supremo abriram-se para Messias com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso em outubro do ano passado. No mês seguinte, Lula o indicou para a vaga. A indicação, porém, só foi formalizada no começo deste mês.

A demora deveu-se à oposição ao nome de Messias movida por David Alcolumbre, presidente do Senado, que tinha outro candidato. Agora que não tem, Alcolumbre segue se opondo a Messias para adquirir crédito junto a ministros do Supremo, contrários à indicação feita por Lula.

Daí a resposta à pergunta que valeria milhões de reais: “Quem vencerá a parada?”

No Supremo, o ministro Flávio Dino, embora nomeado por Lula, é o que mais trabalha para que o Senado rejeite o nome de Messias. Os ministros que mais defendem Messias são Kassio Nunes Marques e André Mendonça, evangélicos como Messias. Gilmar Mendes ora pende para um lado, ora para outro.

Depois de amanhã (quarta-feira, 20), Messias será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. E no mesmo dia, o plenário do Senado decidirá sua sorte. Para que vire ministro, Messias precisará, no mínimo, de 41 votos de um total de 81. O voto é secreto, propício a traições.  Se Messias for recusado…

Anote o nome de quem poderá ser indicado por Lula em caso de derrota de Messias: Bruno Dantas,  ministro do Tribunal de Contas da União.

 

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