
Na noite deste domingo, 26, William Bonner foi premiado no SBT com 33 estatuetas do Troféu Imprensa. O número impressionante tem explicação: ex-ancora do Jornal Nacional, o jornalista recebeu neste ano os troféus acumulados durante as últimas décadas — os quais ele não pôde buscar por conta da política da Globo, que até então o impedia de participar de eventos na concorrência.
Acompanhando os talentos da casa, Amauri Soares, explicou a mudança de postura da emissora. “No passado, havia um protocolo muito restrito tanto para participação de talentos da Globo em iniciativas da concorrência como para a participação de talentos da concorrência em iniciativas nossas. Com a anuência da presidência da Globo, revi este protocolo”, escreveu o diretor em um pronunciamento ao mercado publicitário, destacando o papel dos maiores canais de tv aberta no país. “Estar presente na premiação do SBT e aceitar o reconhecimento da emissora à Globo foi, de fato, uma honra”, completou.
Agora liberado pela Globo, Bonner subiu ao palco do Troféu Imprensa e não poupou elogios ao evento do SBT. “Agradeço desde já por me encontrar neste palco tão histórico da televisão brasileira. Eu tenho 62 anos, mas o Troféu Imprensa eu acompanho desde criança. Acho que todo mundo aqui sabe da importância e da relevância que tem esse prêmio, que é um prêmio generoso, que premia talentos e profissionais de outras emissoras, sempre foi assim”, disse Bonner, destacando que o momento despertou memórias de Silvio Santos celebrando e “valorizando os talentos premiados”.
O apresentador do Globo Repórter atestou ainda que os prêmios refletem a coletividade do trabalho jornalístico exercido no principal noticiário da emissora. “Gostaria de lembrar não apenas os editores da equipe do Jornal Nacional, mas todos os profissionais. Um telejornal como esse é feito por centenas de profissionais em cada canto do país e também fora dele. Então, é para todos eles que esse prêmio tem que ir”, atestou.