Entre as mulheres, a gordura abdominal ou a famosa “pochete” é considerada uma das mais difíceis de ser eliminada do corpo. Mais que uma queixa estética, esse acúmulo persistente de gordura pode denunciar problemas de saúde como doenças crônicas e risco cardiovascular.

A endocrinologista Jacy Alves explica que gordura abdominal passa a ser sinal de alerta quando vem acompanhada de aumento progressivo da circunferência da cintura, dificuldade para perder peso, cansaço frequente ou alterações metabólicas.

“Existe uma relação entre esse excesso de gordura corporal e processos inflamatórios crônicos que impactam articulações e bem-estar geral”, alerta a médica.

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Uma circunferência abdominal aumentada pode indicar maior chance de resistência à insulina

Entre as condições associadas estão doenças como:

  • Diabetes tipo 2;
  • Hipertensão arterial;
  • Colesterol alto;
  • Síndrome metabólica;
  • Gordura no fígado;

Como avaliar se a “pochete” representa um risco à saúde

Para avaliar se esse excesso de gordura abdominal é prejudicial à saúde, uma avaliação simples pode conseguir mensurar circunferência abdominal, índice de massa corporal e relação cintura-quadril.

  “Exames de sangue ajudam bastante, incluindo glicemia, hemoglobina glicada, colesterol, triglicerídeos e função hepática. A depender do caso, ultrassonografia abdominal pode investigar gordura no fígado e composição da região”, explica.

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Mesmo com déficit calórico, áreas como abdômen, quadris e coxas podem responder de forma mais lenta a perda de peso

Como “tratar” a gordura abdominal

De acordo com a endocrinologista Jacy Alves, a alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e controle do estresse são suficientes para diminuir a gordura abdominal e melhorar os marcadores metabólicos em pacientes sem doença pré-existente.

Imagem mostra homem sem camisa tendo a barriga medida com fita métrica - Metrópoles
Exames de medidas são usados para avaliar se a pochete é sinal de doença

“Quando há quadro de obesidade, diabetes, hipertensão, alterações hormonais ou dificuldade persistente para emagrecer, pode ser necessário tratamento médico, que inclui acompanhamento multiprofissional, medicamentos e, em situações selecionadas, cirurgia bariátrica”, finaliza a médica.

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