O desembargador e governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, publicou lista com 93 exonerações neste sábado, 18 de abril. Os cargos em questão estavam ligados à Secretaria de Governo e à Casa Civil e eram preenchidos, em parte, por servidores que disputaram cargos na câmara municipal em cidades do interior, mas não se elegeram e foram designados para funções distantes de suas casas.

Couto já havia exonerado 459 servidores comissionados das secretarias de Governo e da Casa Civil. Com a nova lista, o número sobe para 552.

A reestruturação não deve parar por aí. O governo tem como mira os funcionários que não estão em atividade, apelidados de “fantasmas”, e almeja economizar cerca de 10 milhões de reais com as exonerações.

A estrutura administrativa do governo fluminense também está em reforma. Três subsecretarias da Casa Civil já foram extintas: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Por outro lado, a expectativa é que a Subsecretaria-Geral seja reinstaurada. 

Dentro dos últimos 20 dias, Couto também nomeou nove gestores para áreas estratégicas e deu o pontapé em uma ampla auditoria dos órgãos do Executivo do estado. Mais de 6 700 contratos ativos serão revisados, lote que representa aproximadamente 81 bilhões de reais. O pacote é classificado pelo governo como um “choque de transparência”

Couto assumiu o governo em 23 de março, após a renúncia de Cláudio Castro (PL) — manobra calculada do ex-governador para evitar a cassação e manter aberta a possibilidade de disputar uma vaga no Senado.



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