Nesta quinta-feira, 16, a ex-ginasta Laís Souza subiu ao palco do Brazilian Engineering Awards 2026 (VTEX) para entregar um prêmio à pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela lidera o desenvolvimento da polilaminina, substância que vem sendo investigada como possível estratégia para recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular. 

O momento rapidamente ganhou repercussão nas redes. Diagnosticada com tetraplegia desde 2014, após um acidente de esqui às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014, Laís apareceu “de pé” no palco – o suficiente para alimentar interpretações de que o gesto estaria ligado ao uso da substância e que a homenagem à pesquisadora seria uma forma de agradecimento pelos resultados.

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A cena, no entanto, não teve relação com a polilaminina. Na verdade, Laís estava com uma órtese, dispositivo externo usado para dar suporte, alinhar e auxiliar movimentos de membros e articulações após lesões.

“A Laís nunca fez uso da polilaminina”, informou a assessoria da ex-ginasta, em nota à Veja Saúde. “O experimento, no entanto, acendeu uma grande esperança de que, no futuro, novos medicamentos possam ser desenvolvidos a partir desse composto”, acrescentou a equipe.

Hoje, os estudos com a substância seguem restritos a um grupo bastante específico: pacientes com lesões medulares agudas, ou seja, recentes, com até 72 horas após o trauma. Isso significa que quadros crônicos — aqueles com mais de três meses de evolução, como o de Laís — ficam fora dos critérios atuais das pesquisas.



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