O CEO da Live Nation Entertainment, Michael Rapino, esteve no centro do julgamento que terminou com um veredicto histórico contra a companhia, dona da Ticketmaster. Um júri federal de Nova York concluiu, nesta quarta-feira, 15, que a empresa operou como um monopólio ilegal no mercado de shows e venda de ingressos.

A decisão veio após semanas de depoimentos e análise de provas que apontaram violação de leis antitruste. Segundo os jurados, o domínio da Live Nation permitiu práticas que prejudicaram a concorrência e elevaram os preços ao consumidor, incluindo a cobrança de taxas consideradas indevidas.

Durante o julgamento, Rapino foi questionado sobre episódios polêmicos, como o caos na venda de ingressos da turnê de Taylor Swift, em 2022. Na ocasião, ele atribuiu o problema a um ataque cibernético.

A ação foi movida pelo Departamento de Justiça dos EUA com apoio de dezenas de estados. A acusação sustenta que a empresa dificulta a entrada de concorrentes ao controlar várias etapas da cadeia, desde a promoção de eventos à comercialização de ingressos. “Durante tempo demais, a Live Nation e a Ticketmaster têm se aproveitado dos fãs e dos artistas”, afirmou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.

Ao longo do processo, a empresa negou irregularidades e afirmou atuar em um mercado competitivo, rebatendo acusações de pressionar casas de shows a fechar contratos exclusivos. Em nota, disse que o veredicto não encerra o caso e que ainda há moções pendentes que podem alterar as decisões sobre responsabilidade e indenizações.

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Com a decisão, a Live Nation pode enfrentar multas bilionárias e até ser obrigada a rever sua estrutura de negócios. As possíveis punições ainda serão definidas pela Justiça em uma próxima etapa.



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