O cantor gospel Davi Sacer declarou ser pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026 pelo Progressistas (PP) de São Paulo. O anúncio foi feito pelo próprio músico evangélico na última quarta-feira, 15, em um vídeo publicado nas redes sociais.

Em 2022, Sacer teve a conta no X (ex-Twitter) suspensa por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob acusação de incitar ataques contra integrantes da Corte. A determinação ocorreu após o cantor publicar, em 13 de novembro, o endereço do hotel onde Moraes e outros magistrados estavam hospedados em Nova York, acompanhado da legenda “Brasileiros em Nova Iorque, contamos com vocês!”.

“Eu vivi algo que me marcou profundamente: minha conta no X foi bloqueada por decisão judicial. Aquilo me fez refletir muito sobre liberdade de expressão”, declara Sacer no vídeo de anúncio de sua pré-candidatura. “Decidi dar um novo passo, com temor, com responabilidade, com apoio da minha familia, com a bênção do meu pai e de muitos pastores”, diz o cantor. Em abril de 2026, o perfil do músico na rede social segue suspenso.

Natural de Nova Iguaçu (RJ), Davi Sacer tem 50 anos e ganhou notoriedade como cantor das bandas evangélicas Trazendo a Arca e Toque no Altar, antes de lançar-se em carreira solo. Atualmente, o músico reside na cidade de São Paulo.

‘Perdeu, mané’: fala de Barroso ocorreu após brasileiros seguirem incitação de Sacer

O compartilhamento de informações sobre a localização de celebridades ou autoridades em tempo real, particularmente quando o contexto sugere divulgação a fim de que outras pessoas vão até o local, é conhecida informalmente como “doxxing”. Na visão de Moraes, a publicação de Davi Sacer tinha caráter de incitação à violência contra os ministros.

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Naquela ocasião, um grupo de brasileiros que estavam na cidade americana chegaram, efetivamente, a seguir os magistrados em Nova York. O episódio viralizou após a infame resposta do então ministro Luís Roberto Barroso, hoje aposentado, a um dos manifestantes no aeroporto: “Perdeu, mané! Não amola!”, aludindo à derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições do mês anterior.

Em setembro de 2024, o próprio X divulgou a ordem judicial emitida por Moraes para bloquear a conta de Sacer, no contexto dos atritos entre o ministro e o bilionário Elon Musk que levaram à suspensão temporária da rede social no Brasil. O documento foi publicado pelo perfil @AlexandreFiles, que pertence à rede social, junto a uma legenda que acusava o magistrado de “censura”, “má conduta” e “violação da Constituição Brasileira”.



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