O policial militar do Paraná Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, que se apresenta nas redes sociais como o influenciador digital Sancho Loko, foi preso em Curitiba na última terça-feira, 7, durante operação do Ministério Público sob acusações de tortura, lesão corporal, fraude processual e falsidade ideológica.

Policial militar desde 2010, Sancho tem 44 anos e possui mais de 274.000 seguidores em seu perfil no Instagram, onde também aparece associado como um dos donos do Canil Sancho Skull, especializado em cães da raça American Bully. Na rede, ele divulga vídeos em que se promove como alinhado politicamente à direita, defensor do capitalismo e apoiador de medidas violentas de enfrentamento ao crime. “Se você pega o cara com um carro roubado, se o cara tentar a sorte e quiser puxar o canhão, é vala, é saco preto”, declara em uma das publicações.

Detido na terça-feira, Sancho passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. Três outros PMs parananeses foram alvo da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP do Paraná — segundo o órgão, as buscas encontraram munições irregulares e dinheiro em espécie nas casas de dois dos agentes investigados e porções de maconha, crack e cocaína em armários na unidade da Polícia Militar onde os suspeitos estão lotados.

Na casa de Sancho Loko, foram apreendidas duas granadas e munições irregulares. O advogado Claudio Dalledone, que representa o policial influencer, publicou nas redes sociais que as bombas são de efeito moral, “sem letalidade nenhuma”, e que a prisão preventiva do agente seria “descabida”.

Em nota, a Polícia Militar do Paraná, que participou da operação por meio da Corregedoria-Geral, afirma que os quatro agentes são investigados por desvios de conduta praticados durante abordagens policiais realizadas em Curitiba. Já a Promotoria do MP paranaense, em comunicado, diz que os crimes de tortura, lesão corporal, falsidade ideológica e fraude processual teriam sido cometidos “de forma reiterada” pelos policiais na mira da operação.



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