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A morte de uma jovem nos Estados Unidos, em outubro, acendeu um alerta sobre os riscos associados ao consumo de bebidas energéticas — especialmente entre adolescentes e pessoas com possíveis condições cardíacas. Ex-miss Texas, Larissa Rodriguez, de 17 anos, morreu depois de consumir um drink com alta concentração de cafeína. A família decidiu entrar com uma ação contra a emrpesa Alani Nu, fabricante do energético.
A vítima era estudante e cheerleader da cidade de Weslaco, no Texas. Conhecida por seu bom desempenho acadêmico e participação em atividades extracurriculares — incluindo concursos locais ligados ao universo “Miss”. A autópsia aponta que a causa morte foi cardiomiopatia, uma doença grave do músculo cardíaco, associada ao consumo excessivo de cafeína. Não há registro de álcool, nem drogas. A ação juducial afirma que a bebida foi concebida e formulada de tal forma que pode causar cardiomiopatia, arritmia cardíaca, parada cardíaca e morte em consumidores, especialmente crianças, adolescentes e pessoas sensíveis à cafeína.
A família alega que não há informações visíveis ao público sobre os perigos da ingestão da bebida. A advertência sobre a restrição do consumo para alguns públicos até aparece no rótulo, mas em letras miúdas. A acusação contra a empresa é que o produto não apresentava alertas claros e visíveis sobre os riscos, especialmente para pessoas com condições cardíacas ou sensibilidade à cafeína.
Outro ponto central do processo é o teor de cafeína: cada lata consumida por Larissa continha cerca de 200 mg, mais do que o dobro de uma xícara média de café. A ação também argumenta que outros ingredientes presentes na fórmula poderiam potencializar os efeitos estimulantes, aumentando o risco cardiovascular. Além da questão da rotulagem, a família sustenta que a bebida foi promovida como parte de um estilo de vida saudável, com forte apelo a jovens mulheres nas redes sociais, sem o devido destaque para possíveis efeitos adversos.