
A cidade do Rio de Janeiro eterniza, mais uma vez, a memória do autor Manoel Carlos, que morreu em janeiro deste ano, aos 92 anos. O Leblon, cenário de inúmeras novelas, passa a abrigar uma rua com o nome do escritor. Mais do que pano de fundo, o bairro foi personagem recorrente de suas histórias, um espaço onde o cotidiano ganhava densidade dramática. Suas narrativas transformaram esquinas, calçadas e cafés em símbolos afetivos reconhecidos por milhões de brasileiros, projetando o Leblon como um território de identificação e desejo.
A nova rua segue o PROJETO DE LEI Nº 2041/2026, de autoria do vereador Flávio Valle (PSD), que dará o nome de Rua Manoel Carlos Gonçalves de Almeida (1933–2026) a um logradouro público no bairro. A praça, por sua vez, já se encontra no local, situada na Avenida Bartolomeu Mitre, entre as ruas Juquiá e Desembargador Alfredo Russel. “Nomear uma rua do Leblon em homenagem a Manoel Carlos é reconhecer que suas histórias transformaram o bairro em lugar do imaginário. O Maneco construiu memórias coletivas que atravessam décadas e esta homenagem quer preservar esse legado para as próximas gerações”, justifica Flávio.
“Fico emocionada com as homenagens da Rua e da Praça Manoel Carlos. Quando as pessoas me param para dizer que se mudaram para o Leblon por causa das histórias do Manoel Carlos — como se, por meio de suas tramas, tivessem encontrado um lugar com o qual se identificaram, um desejo de morar e celebrar suas vidas — eu recebo tudo isso com gratidão, felicidade e coragem de celebrar em nome do meu pai. Ele não está mais aqui fisicamente, mas segue em continuidade. Está nas ruas que andou, nos cafés onde sentou e nas pessoas que ele inspirou. Seu legado é gigante — e ainda caminha”, reflete Júlia Almeida, filha do autor.