Várias aeronaves foram destruídas no sul da província iraniana de Esfahan durante uma missão dos Estados Unidos para localizar um piloto que havia ficado isolado, disseram autoridades militares iranianas neste domingo (5).
Autoridades americanas disseram à Reuters, no fim do sábado (4), que um segundo piloto, cujo caça F-15 foi abatido na sexta-feira no Irã, foi resgatado — um dia depois de o primeiro integrante da tripulação ter sido recuperado.
“Investigações adicionais realizadas por especialistas em campo revelaram que dois aviões de transporte militar C-130 e dois helicópteros Black Hawk do Exército dos EUA foram destruídos por nossas forças”, afirmou o porta-voz do comando unificado das Forças Armadas iranianas.
Em comunicados separados, o Exército iraniano e a Guarda Revolucionária disseram que um drone israelense Hermes-900, bem como um drone americano MQ-9, foram abatidos na província de Esfahan.
A Reuters não conseguiu verificar imediatamente as versões apresentadas pelo Irã.
A agência de notícias semioficial iraniana Fars informou que as operações de busca dos EUA foram realizadas a partir da noite de sábado em três províncias diferentes: Chaharmahal e Bakhtiari, Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, e Isfahan.
Destroços de aeronaves

Vídeos e imagens divulgados pela mídia estatal iraniana parecem mostrar destroços carbonizados de várias aeronaves na província de Esfahan.
Nas imagens, é possível ver um amplo campo de destroços ainda queimando. Partes das aeronaves, incluindo o que parecem ser motores turboélice, também aparecem, mas ainda não se sabe a que tipo de avião pertencem.
A mídia estatal iraniana afirmou que as aeronaves foram abatidas pelas forças do país. Em postagem no Truth Social, Trump não mencionou perdas de aeronaves, mas ressaltou que nenhum militar americano se feriu ou morreu durante a operação. A CNN procurou o Exército dos EUA para comentar.
Segundo o Exército iraniano, os americanos teriam usado uma pista de pouso abandonada para realizar a ação. Imagens de satélite analisadas pela CNN confirmam a presença de uma pequena pista na região onde as fotos e vídeos foram feitos.
As imagens foram registradas a cerca de 50 km da cidade de Esfahan. A CNN conseguiu geolocalizar o material ao comparar a cadeia de montanhas ao fundo com imagens de satélite.
*Com informações de Isaac Yee e Farida Elsebai, da CNN