
Thiaguinho lançou nesta semana a segunda parte do álbum Bem Black; e no próximo sábado, 11, começará a turnê por São Paulo. O projeto tem como objetivo principal celebrar a cultura preta brasileira e inspirar novas gerações de artistas. O disco consta com colaborações de Walmir Borges, Sandra de Sá e Negra Li, além de explorar estilos musicais como soul, R&B e jazz, mas com a base do samba.
Valorização da cultura preta. Apesar de investir em uma nova ideia, Thiaguinho acredita que sempre tentou aclamar o samba e música preta, mas agora o foco principal é transformar o show em um baile black. “Isso fica muito nítido tanto musicalmente, quando escuta o álbum, porque tentei mesclar a minha sonoridade com o soul e funk, tanto com a a vestimenta . A gente pesquisou bastante para fazer com que a gente se sentisse realmente num baile dessa época, Espero que as pessoas se sintam impactadas por essa essa cultura, que é rica, e pela beleza do povo preto, que é incrível”.
Preparação. O artista expôs que se prepara para os álbuns com muita antecedência, tanto que os trabalhos de 2027 e 2028 já estão prontos. “Esse projeto foram anos e anos de pesquisa, recebendo música e fazendo música, mergulhando nessa atmosfera música preta brasileira, mas também ver outras fontes mundialmente. Escutei muito Simonal e Bebeto, conversei com Walmir Borges para que pudesse me ajudar com repertório… Com o Prateado, que viveu essa atmosfera dos bailes. Eu tentei fazer de tudo para sentir o que eles sentiam naquela época e tentar trazer para a galera da minha geração essa vibe”,.
Bento, primeiro filho. Em setembro de 2025, Thiaguinho e Carol Peixinho receberam Bento, primeiro filho do casal. Neste álbum não tem nenhuma música sobre o primogênito, mas fala indiretamente sobre o momento de ser pai e como é construir uma família. “Lancei uma música chamada Agora Somos Três, fiz sim inspirada no nascimento do Bento. Escrevi essa música no dia que fiquei sabendo que Carol estava grávida. É um álbum que quero que ele curta bastante, que quando crescer possa ver algo bonito, importante para nossa raça, que tem essa responsabilidade de preservar esse som e de honrar artistas que vieram antes de mim”.
Turnê e álbum. Assim como na Tardezinha, alguns shows terão participações especiais. A seu ver, é uma maneira de preservar a cultura de bailes. “Tenho certeza que tem tudo para ser marcante na minha carreira. Daqui 10 ou 15 anos a gente falar: ‘Lembra daquela época do álbum Bem Black?’. Por não ser unicamente de samba, o público fiel pode se surpreender. “É um trabalho onde quem cresceu ouvindo músicas influenciados pelos pais, vai se identificar mais. Quem cresceu ouvindo Jorge Ben e Simonal e tem essas referências, vai se identificar logo de cara”.