
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relembrou o Irã neste sábado, 4, do ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz. “Vocês lembram quando eu dei dez dias ao Irã para fechar um acordo ou reabrir o Estreito de Ormuz? O tempo está acabando — 48 horas antes de o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus”, escreveu o republicano na sua rede Truth Social.
A situação do presidente americano não é das melhores na negociação com o regime dos aiatolás. Inicialmente, o prazo aberto para acordo acabaria no dia 27 de março. Trump insiste que o Irã quer negociar, o que o regime nega oficialmente. Com a guerra de versões, um dia antes de o prazo vencer o republicano adiou o ultimato para o dia 6 de abril.
Na ocasião, Trump disse que o adiamento havia sido pedido pelo governo do Irã e afirmou que postergaria a destruição de usinas de energia do país. “As conversas continuam e, apesar das declarações equivocadas dos meios de comunicação de notícias falsas e de outros, vão muito bem”, escreveu.
Crise do petróleo
A escalada dos preços do barril de petróleo pressiona Trump. O Estreito de Ormuz foi fechado pelo Irã no início do conflito, em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto ao país, matando o aiatolá Ali Khamenei.
Desde então, Trump tenta convencer aliados a atuar para a reabertura da rota, por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo.
Uma resolução do Bahrein que autorizaria o uso da força para reabrir o caminho deve ser votada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas na semana que vem, mas pode enfrentar o veto de países como França, Rússia ou China.
Abate de caças
Outro episódio sensível para Trump na guerra se deu nesta sexta-feira, 3, quando o Irã afirmou ter abatido duas aeronaves militares americanas. Uma delas teria caído no Golfo Pérsico e seu piloto foi resgatado por forças dos EUA. Já o outro caso é mais delicado: o caça F-15 caiu em solo iraniano e, dos dois membros da equipe que estavam no avião, somente um foi resgatado. O paradeiro do outro segue desconhecido, o que gerou uma caçada, tanto por parte dos Estados Unidos, quanto pelo Irã, para encontrá-lo.