A Índia voltou a comprar petróleo do Irã pela primeira vez em quase sete anos, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o abastecimento global de energia. A informação foi confirmada neste sábado (4/4) pelo Ministério do Petróleo e Gás Natural indiano.

O movimento marca uma mudança relevante na política energética do país asiático, que havia interrompido completamente as importações iranianas em 2019 após a retomada das sanções dos Estados Unidos contra Teerã, durante o primeiro mandato de Donald Trump.

Além do petróleo bruto, a Índia também adquiriu cerca de 44 mil toneladas métricas de gás liquefeito de petróleo (GLP) iraniano, atualmente em processo de descarga no porto de Mangalore.

Índia retoma compra de petróleo do Irã após sete anos - destaque galeria

O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Lara Abreu/ Arte Metrópoles

Com o bloqueio da passagem, o preço do barril de petróleo passou de US$ 100
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Com o bloqueio da passagem, o preço do barril de petróleo passou de US$ 100

Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images

Irã e EUA correm nas buscas pelo piloto americano desaparecido
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Irã e EUA correm nas buscas pelo piloto americano desaparecido

Arte Carla Sena/Metrópoles sobre fotos Getty Images

Índia retoma compra de petróleo do Irã após sete anos - imagem 4
4 de 4VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Cenário instável

  • A retomada ocorre em um cenário de forte instabilidade regional, agravado pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
  • A medida foi adotada em resposta à escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel, pressionando os mercados internacionais de energia.
  • Diante da dependência externa — cerca de 85% do GLP consumido no país é importado —, a Índia foi diretamente afetada pelas interrupções no fluxo de combustíveis vindos do Oriente Médio.

Em comunicado, o governo indiano rejeitou rumores sobre dificuldades de pagamento ou desvio de cargas, afirmando que as refinarias têm flexibilidade para adquirir petróleo de diferentes origens com base em critérios comerciais.

Segundo o ministério, não há obstáculos financeiros nas compras iranianas e o abastecimento do país está garantido para os próximos meses.

A reaproximação energética foi viabilizada após Washington conceder, no mês passado, uma licença temporária que permite ao Irã comercializar parte de seu petróleo armazenado no marcerca de 140 milhões de barris — como forma de aliviar a pressão sobre os preços globais.

Historicamente, a Índia já figurou entre os principais compradores de petróleo iraniano. Em 2018, antes das sanções, Teerã fornecia mais de 500 mil barris por dia ao país, com termos considerados vantajosos, como descontos no frete e prazos estendidos para pagamento.



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