
O Ministério do Esporte divulgou dados do Bolsa Atleta, que apontam um crescimento de 40% nos últimos três anos. Em 2026, na divulgação das duas primeiras listas do ano, 10 885 esportistas foram contemplados pelo Programa, ante 7 790 atletas em 2023. Para este ciclo, o investimento público destinado ao programa ultrapassa 180 milhões de reais.
Esse crescimento, de acordo com o ministro André Fufuca, tem a ver com a ampliação das atividades esportivas dentro da agenda pública, que tiveram foco em planejamento e suporte direto aos atletas
Entre os mais de 10 mil beneficiados pelo Programa Bolsa Atleta, 7 058 atletas estão enquadrados na categoria Nacional, 1 668 na Internacional e 463 nas categorias Olímpica, Paralímpica e Surdolímpica. O programa também inclui 678 atletas na categoria Estudantil e 518 na Base. Ainda foram contemplados outros 500 jogadores respectivos à categoria Pódio, voltada aos competidores com potencial de alcançar resultados relevantes em disputas internacionais. “É extremamente positivo ver tantos esportistas beneficiados pela Lei de Incentivo ao Esporte, um projeto importantíssimo que proporciona recursos e melhores condições para os atletas se desenvolverem. A iniciativa, aliada ao trabalho realizado pelos clubes, gera resultados positivos para o esporte brasileiro”, comenta Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).
Outro detalhe importante divulgado pelo Governo é que para 2026, ocorreu uma ampliação do atendimento a gestantes e puérperas, e também aos atletas do esporte surdolímpico, além de reconhecer de forma mais ampla o papel de guias e auxiliares do paradesporto.
Vale lembrar que, em 2025, tanto o programa Bolsa Atleta quanto a Lei de Incentivo ao Esporte alcançaram marcas expressivas, registrando recordes em suas respectivas áreas. O Bolsa Atleta atingiu um número de 9.207 esportistas apoiados em 2025, representando um aumento de 5,36% em comparação com 2024 (que teve 8 739 contemplados). A Lei de Incentivo ao Esporte também estabeleceu um recorde para o Ministério do Esporte, responsável pela captação e repasse dos recursos. Os dados mostram que a captação ultrapassou R$ 1 bilhão, e a Lei atendeu 6.664 projetos em 2025. “Fui o autor do primeiro projeto de Lei de Incentivo ao Esporte do Brasil, em 2007, pelo Esporte Clube Pinheiros, quando o Ministério nem havia montado estrutura para protocolo, de lá pra cá fiz parte da Comissão de Aprovação Estadual em São Paulo e já ministrei diversos cursos para treinar aqueles que desejavam elaborar projetos. Assim, entendo que transformar a Lei de Incentivo ao Esporte em uma política permanente foi um avanço relevante e traz finalmente segurança jurídica para projetos que dependem do aporte federal”, destaca Cristiano Caús, advogado especializado em direito esportivo e sócio da CCLA Advogados.