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Na última quarta-feira, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que agora vai disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina, visitou o pai, Jair Bolsonaro, na prisão domiciliar e afirmou que as crises de soluço do ex-presidente não cessavam.
“Meu pai continua enfrentando crises de soluços intermináveis e ininterruptas, e sua saúde se deteriora rapidamente em razão das comorbidades e do cerceamento de liberdade”, afirmou Carlos em suas redes sociais.
Três dias após a postagem do ex-vereador, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro postou uma mensagem em suas redes sociais que levantam uma grande contradição em relação à mensagem de Carlos.
“Galego está há seis dias sem soluços. Conseguindo fazer a fisioterapia! Motivo mais do que suficiente para me alegrar e agradecer ao nosso amado Pai”, disse Michelle nas redes sociais neste sábado. ‘Galego’ é a forma carinhosa de Michelle chamar o marido.
Se na quarta-feira o ex-presidente da República enfrentava “crises de soluços intermináveis e ininterruptas”, ele não poderia neste sábado, três dias depois, estar há seis dias sem soluços.
Carlos é candidato ao Senado e vem de todas as maneiras tentando utilizar a imagem do pai doente para sustentar uma teoria conspiratória de eterna perseguição do Judiciário ao bolsonarismo. O problema é que ele se esqueceu de combinar com Michelle a versão sobre o estado de saúde do pai.
Michelle, como se sabe, é a única pessoa que está 24 horas ao lado de Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar humanitária de 90 dias. As diferentes versões sobre o estado de saúde do ex-mandatário, claro, não ajudam em nada o Supremo Tribunal Federal tomar decisões sobre o cumprimento da sentença.