O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou, nessa quinta-feira (2/4), a lei que concede um aumento de 10% na remuneração das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica de São Paulo. A Polícia Penal, submetida à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), não foi incluída.

A sanção ocorre em um contexto de pressão imposta ao governador pelas forças de segurança e em meio a uma corrida contra o tempo.

Isso porque o Projeto de Lei (PL) 226/2026, enviado à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no fim de março, exigia aprovação até 180 dias antes das eleições, que ocorrem em outubro. Tarcísio teria, então, até o dia 6 de abril para sancionar os reajustes.

Com maioria na Casa Legislativa, o governador conseguiu que os deputados aprovassem o texto, de tramitação de urgência, no tempo necessário.

De acordo com o governo do estado, o reajuste se aplica a todas as classes e carreiras das corporações citadas, e abrange cerca de 198 mil servidores ativos e inativos. O impacto nos cofres públicos é de aproximadamente R$ 1,75 bilhão.

A nova base salarial das polícias passa a vigorar a partir da promulgação da lei no Diário Oficial do Estado (DOE), o que ainda não foi feito.

Tarcísio sanciona lei que aumenta em 10% o salário das polícias de SP - destaque galeria

Tarcísio admite limitação nas polícias e pede “sangue, suor e lágrima”, em 24 de março de 2026
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Tarcísio admite limitação nas polícias e pede “sangue, suor e lágrima”, em 24 de março de 2026

Reprodução/Governo de São Paulo

Delegados emitiram nota com aceno a Tarcísio de Freitas após apresentação de projeto de lei
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Delegados emitiram nota com aceno a Tarcísio de Freitas após apresentação de projeto de lei

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
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Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

Tarcísio faz continência, ao lado do então secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, em evento que comemora aniversário da Rota
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Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) disputam governo de SP nas eleições de 2026
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Arte/Metrópoles

Após visitar Bolsonaro, Tarcísio diz que apoia Flávio: "Meu interesse é ficar em SP"
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HUGO BARRETO / METRÓPOLES

Mudanças nas carreiras das polícias

Além do aumento salarial, Tarcísio sancionou outros projetos que havia proposto à Alesp para reestruturar a carreira policial em São Paulo. Veja:

Polícia Militar

O governador sancionou o PL 227/2026, que trata do plano de carreira da Polícia Militar (PM). A proposta atualiza as regras de efetivo, reorganiza os quadros e estabelece novos critérios de progressão funcional.

A principal mudança é a extinção da graduação para soldado de 2ª classe. O novato na corporação passa a ser aluno-soldado e, ao concluir o curso de formação, será promovido automaticamente a soldado PM de 1ª classe.

A medida, segundo o governo, também viabiliza a promoção de 10.608 soldados, com aumento médio de R$ 480 no salário bruto.

Soldados com mais de cinco anos de função ainda serão submetidos a um cronograma escalonado para serem promovidos ao posto de cabo. O calendário tem início em dezembro de 2026 e conclusão até dezembro de 2028.

Polícia Civil

Outra corporação com o plano de carreira estruturado é a Polícia Civil, através do PL 228/2026, que muda as regras para a promoção dos policiais. A progressão de função fica determinada a partir do tempo na classe, avaliação de desempenho, qualificação profissional e histórico disciplinar.

Pelo novo modelo, o policial poderá alcançar a classe especial, o topo da carreira, em cerca de 18 anos, desde que cumpra os requisitos legais, afirmou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Segundo a pasta, atualmente, esse percurso pode ultrapassar três décadas, sem garantia de ascensão.

A lei também passa a exigir cursos de aperfeiçoamento como condição para promoção, além de instituir avaliações de desempenho periódicas, com critérios padronizados e possibilidade de recurso administrativo.

Polícia Técnico-Científica

Já o PL 225/2026, também sancionado nessa quinta-feira pelo governador, inclui policiais técnico-científicos na legislação que regulamenta o pagamento das Diárias Especiais por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Civil (Dejec). O benefício fica ampliado a peritos criminais e médicos legistas.

A Dejec corresponde ao período de 8 horas trabalhadas fora da jornada normal, ou seja, em dias de folga do policial.

O limite seguirá sendo de dez diárias extras por mês, semelhante ao de policiais civis. O pagamento segue os critérios já estabelecidos para a remuneração de delegados e demais categorias, como agentes e escrivães.



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