A IRGC (Guarda Revolucionária do Irã) disse na quinta-feira (2) que atacou um centro de computação em nuvem da Amazon no Bahrein em retaliação a recentes “assassinatos”.
“Na primeira ação contra empresas de tecnologia de espionagem e terrorismo, o centro de computação em nuvem da empresa Amazon no Bahrein foi atacado e destruído”, afirmou a IRGC, sem apresentar provas.
Em uma declaração posterior, a IRGC também afirmou que atingiu um centro de dados da Oracle em Dubai.
Na quarta-feira (1º), Kamal Kharazi, um conselheiro sênior do líder supremo do Irã, foi gravemente ferido e sua esposa foi morta em um ataque que as autoridades iranianas descreveram como uma ação conjunta dos EUA e de Israel em Teerã.
A IRGC alertou nesta semana que, caso os assassinatos continuem, irá atacar o que chamou de empresas americanas de tecnologia da informação e inteligência artificial, que, según a IRGC, estão envolvidas no monitoramento e direcionamento de operações de assassinato.
Apple, Microsoft, Google, Meta, IBM, HP, Intel, Tesla, Boeing e JP Morgan estão entre as 17 empresas que a IRGC ameaçou atingir no início desta semana.
A CNN não pode verificar de forma independente as alegações da IRGC. A CNN entrou em contato com a Amazon, que possui o braço de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS), para comentar.
A Amazon afirmou em um comunicado na semana passada que estava “trabalhando de perto com as autoridades locais e priorizando a segurança de nosso pessoal durante nossos esforços de recuperação.”
A empresa acrescentou: “À medida que a situação evolui, e como já informamos anteriormente, solicitamos que aqueles com cargas de trabalho nas regiões afetadas continuem migrando para outros locais.”