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O Irã anunciou nesta sexta-feira, 3, que derrubou um caça americano que sobrevoava seu território e ofereceu uma recompensa para encontrar o piloto, no primeiro revés do tipo desde o início da guerra em 28 de fevereiro, desencadeada por bombardeios dos Estados Unidos e de Israel.

Embora o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações militares no Oriente Médio, não tenha divulgado informações sobre o incidente, vários meios de comunicação, incluindo a agência de notícias Reuters e o jornal The New York Times, confirmaram a derrubada da aeronave, com base em declarações de fontes militares americanas e israelenses. Uma das autoridades consultadas afirmou que se tratava de um caça F-15, considerado o mais moderno modelo do tipo. Ele comporta dois tripulantes.

A ação seria a primeira do tipo desde 28 de fevereiro, data em que os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã desencadearam uma guerra regional que também afeta a economia mundial.

“As forças militares lançaram uma operação de busca para encontrar o piloto do caça americano que foi atingido hoje (sexta-feira)“, informou a agência de notícias Fars, segundo a qual a aeronave pode ter caído na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad.

Em um canal da televisão estatal iraniana, um repórter anunciou aos moradores da região que “se capturarem o piloto ou os pilotos inimigos vivos e os entregarem às forças policiais e militares, receberão uma valiosa recompensa e um bônus”. O governador da província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad também disse que qualquer pessoa que capture ou mate a tripulação “seria especialmente condecorada”, segundo a agência de notícias ISNA. Na mídia iraniana, circulam imagens que teriam capturado o momento em que o caça é abatido.

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Problema para Trump

A possibilidade de pilotos americanos estarem vivos e foragidos dentro do Irã aumenta a pressão sobre o governo de Donald Trump em um conflito desaprovado pela maioria dos americanos, de acordo com pesquisas de opinião, que também mostram que a aprovação do presidente caiu para menos de 40%, no pior nível desde o início de seu mandato. Isso também representa um desafio para as Forças Armadas dos Estados Unidos, que enfrentam o duplo objetivo de tentar salvar a vida de qualquer tripulante sobrevivente e proteger todos os envolvidos no que seria uma perigosa missão de resgate.

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O incidente ocorreu após ameaças renovadas de Trump, que prometeu levar o Irã “de volta à Idade da Pedra”, inclusive com ataques a usinas elétricas e de dessalinização, enquanto pressiona o regime islâmico a encerrar a guerra nos termos dos Estados Unidos.

Até o momento, 13 militares americanos foram mortos no conflito e mais de 300 ficaram feridos, segundo o Centcom. Nenhum soldado foi feito prisioneiro.

Embora Trump tenha afirmado repetidamente que as forças armadas iranianas teriam sido derrotadas, até a semana passada, os Estados Unidos só podiam afirmar com certeza que destruíram cerca de um terço do arsenal de mísseis da República Islâmica. A situação de outro terço era menos clara, mas bombardeios provavelmente danificaram, destruíram ou enterraram esses mísseis em túneis e bunkers subterrâneos, de acordo com fontes consultadas pela Reuters.

A guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã se espalhou pelo Oriente Médio, matando mais de 5 mil pessoas, em especial em território iraniano e no Líbano, e afetando a economia global com a disparada dos preços do petróleo, o que alimenta temores de inflação em países ao redor do mundo.





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