
O governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, exonerou nesta quinta-feira, 2, figuras do alto escalão da Controladoria Geral do Estado (CGE), do Instituto de Segurança Pública (ISP) e da secretaria Extraordinária de Representação em Brasília. Entre as mudanças, está a saída de um dos últimos nomeados pelo ex-governador Cláudio Castro (PL), que deixou o Palácio Guanabara para concorrer ao Senado nas próximas eleições. Poucos dias depois, Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na CGE, o magistrado trocou Demetrio Abdennur Farah Neto, no cargo desde o início de 2023, pelo advogado Bruno Campos Pereira, antes subsecretário de Contabilidade. Já a delegada Marcela Ortiz será substituída pela pesquisadora e economista Bárbara Caballero de Andrade no ISP. Por sua vez, Couto nomeou o advogado Gustavo Alves Pinto Teixeira, ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, para o lugar de Bráulio do Carmo Vieira — escolhido por Castro — na secretaria em Brasília.
Não é a primeira dança das cadeiras desde que Couto chegou ao posto, resultado de um vácuo de poder no governo do estado — Thiago Pampolha (MDB), que deveria assumir o poder com a saída de Castro, deixou o cargo de vice-governador no ano passado. Na sua ausência, o governo passa a ser responsabilidade do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Rodrigo Bacellar, contudo, foi cassado e está preso. Sobrou para Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que ficará no comando até o imbróglio do mandato-tampão ser resolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e uma eleição seja realizada. O escolhido ficará no Palácio Guanabara até o fim de 2026.