A adolescente Melissa Felippe Martins Santos, de 17 anos, está desaparecida desde o último sábado (28/3), após ter ido realizar uma prova no prédio do cursinho, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Ao Metrópoles, o irmão da jovem, Sólon Felippe Alvarenga, informou que, até esta sexta-feira (3/4), a menina não havia voltado para casa.

As câmeras de segurança do cursinho registraram a saída da menina por volta das 7h40 (veja acima). Ela usava calça legging preta, blusa preta, camiseta azul, tênis preto com solado branco e uma mochila escolar cheia.

Por volta das 8h30, Melissa chegou a se encontrar com um amigo, com quem ficou até às 12h. Ele não sabe para onde ela foi em seguida.

Segundo o irmão de Melissa, as informações do cartão de ônibus da adolescente mostram que ela foi até o Terminal Eloy Chaves, em Jundiaí, após ter se encontrado com o amigo. “Ela não tinha muito dinheiro e não usou o cartão dela, que também tinha uma quantia baixa”, explicou Sólon.

Melissa Felippe Santos, de 17 anos, está desaparecida desde o último sábado (28), após ter ido fazer um simulado de cursinho pré-vestibular - Metrópoles
Família busca adolescente de 17 anos desaparecida há 6 dias em Jundiaí

Ainda de acordo com o irmão, pesquisas no computador da jovem sugerem que ela procurou acomodações na região do Eloy Chaves e outros endereços mais próximos ao centro de Jundiaí. Segundo Sólon, o celular de Melissa foi desligado na tarde de 28 de março.

A suspeita mais recente é que a menina esteja em Cabreúva ou Itupeva, cidades próximas à Jundiaí.


Cronologia da adolescente desaparecida

  • No sábado (28/3), a mãe de Melissa a deixou no cursinho em que a jovem estuda, localizado na Avenida 9 de Julho, por volta das 7h. Lá, ela alegou que não estava se sentindo bem e não chegou a realizar a prova.
  • Por volta das 7h40, Melissa pediu para deixar o local e foi flagrada pela câmera de segurança da instituição (vídeo acima). Ela caminhou até o ponto de ônibus na Rua do Retiro, próximo à unidade de ensino.
  • Melissa pegou um ônibus para o terminal e, de lá, foi até o Jardim Botânico.
  • No Jardim Botânico de Jundiaí, a adolescente encontrou um amigo da escola, também menor de idade. Eles ficaram lá juntos das 8h30 até por volta das 12h, quando ele foi para casa com carro de aplicativo.
  • Entre 13h e 14h, Melissa foi vista Terminal Eloy Chaves, onde pegou um carro de aplicativo até as redondezas da capela Nossa Senhora de Aparecida, na região de Medeiros, ainda em Jundiaí.
  • Segundo o irmão da adolescente, Sólon, um senhor teria visto uma menina passando mal no ônibus e, no começo da noite, ela estava perguntando como chegar em Itupeva. O homem certifica que a menina era Melissa.
  • De acordo com esse homem, ela estava em um ônibus intermunicipal que ia em direção à Cabreúva. A família ainda não conseguiu as filmagens das câmeras de segurança do terminal.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a mãe e o irmão de Melissa compareceram à unidade policial para registrar o desaparecimento. O caso foi registrado como desaparecimento de pessoa no Plantão do 1º Distrito Policial de Jundiaí.

Quem é Melissa

Sólon descreve a irmã como “uma pessoa muito sensível que gosta muito de ler e escrever, e também de escutar música”. Torcedora do Santos, ela havia demonstrado um interesse recente em filosofia.

De acordo com o irmão, a rotina dela era o cursinho durante a manhã até a tarde, depois escola no período noturno, onde ficava até às 23h.

“[Ela] dizia querer fazer medicina, talvez para se tornar psiquiatra. Ela tem um histórico de tratamento psicológico e psiquiátrico, e tomava remédios controlados”, contou Sólon.

Melissa nunca havia desaparecido ou fugido de casa antes. Ela chegou a ter episódios sensíveis quanto ao quadro psiquiátrico no passado, quando tratou de depressão e ansiedade. O irmão acredita que o quadro pode ter se agravado recentemente, devido à pressão do vestibular.

Ainda de acordo com Sólon, Melissa estava passando por um reajuste das medicações nas últimas semanas devido às novas necessidades e, por isso, a adaptação estava sendo um pouco difícil. “O sono e o humor dela estavam diferentes”, revelou o irmão.



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