O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, recebeu R$ 160 mil na sua campanha em 2022 de um empresário contratado pela prefeitura de São Gonçalo, município comandado por seu pai, o prefeito Capitão Nelson (PL).

Carlos Freitas Neves foi o segundo maior doador da campanha de Douglas Ruas para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Em novembro de 2025, três anos após a eleição, a empresa Firenze Administração de Bens Próprios Ltda, controlada por Neves, foi contratada pela prefeitura de São Gonçalo por R$ 61 mil ao mês. O contrato, que tem duração de um ano, tem o valor total de R$ 732 mil. A Firenze Administração foi criada dois meses antes do negócio com o município, no dia 10 de setembro daquele ano.

A contratação foi firmada por intermédio da Fundação Municipal de Saúde de São Gonçalo e prevê a locação de um imóvel para ser usado como almoxarifado da entidade. O certame foi feito com dispensa de licitação.

Douglas Ruas ganhou R$ 160 mil de contratado na prefeitura do pai - destaque galeria

Douglas Ruas cumprimenta Flávio Bolsonaro após ser anunciado como pré-candidato ao governo do Rio
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Douglas Ruas cumprimenta Flávio Bolsonaro após ser anunciado como pré-candidato ao governo do Rio

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Douglas Ruas foi eleito para a presidência da Alerj
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Douglas Ruas foi eleito para a presidência da Alerj

Reprodução / Alerj

Douglas Ruas ganhou R$ 160 mil de contratado na prefeitura do pai - imagem 3
Ex-secretário de Cidades do governo do Rio Douglas Ruas
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Ex-secretário de Cidades do governo do Rio Douglas Ruas

Reprodução/Governo do Rio

Filho do prefeito de São Gonçalo, Douglas Ruas foi secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais do município até se candidatar para a Alerj. Ele cumpriu o mandato até setembro de 2023, quando assumiu a Secretaria de Cidades do governo estadual.

Procurado pela coluna, Ruas disse que “desconhece a informação” e afirmou que não exerce cargos ou funções na prefeitura de São Gonçalo desde 2022.

A prefeitura alegou que o contrato com a empresa do doador de Douglas Ruas “seguiu os trâmites legais” e que a Fundação Municipal de Saúde de São Gonçalo considerou “critérios indispensáveis para o funcionamento do almoxarifado central” da entidade.

“O imóvel possui localização estratégica para a finalidade a que se destina, cumpriu todas as exigências estabelecidas para contratação, além de possuir estrutura para recebimento, conferência, armazenamento e expedição de materiais”, disse a nota enviada à reportagem.



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