Ativistas cubanos desfilaram nesta quinta-feira (2) em bicicletas ​e triciclos elétricos ao longo ​da avenida Malecón, na orla marítima de Havana, acompanhados pelo presidente Miguel Díaz-Canel, em meio aos esforços dos Estados Unidos para privar a ilha de combustível.

Os participantes da caravana organizada pelo governo passaram pela Embaixada ⁠dos EUA em Havana, exibindo bandeiras e faixas criticando as sanções impostas ao ⁠país pelo governo de ⁠Donald Trump.

A manifestação ocorreu um dia depois que ​o ‌principal diplomata de Cuba em Washington convidou publicamente o ⁠governo dos EUA a ajudar a reformar a economia debilitada de Cuba como parte das negociações em andamento que ainda não produziram ‌resultados.

Os manifestantes disseram ser favoráveis às negociações com os EUA, mas exigiram respeito por Cuba.

“Acredito que um diálogo genuíno entre os dois ⁠governos é possível, mas a ⁠lei internacional e a autonomia de nosso país devem ser respeitadas”, disse Sheila ‌Ibatao, uma estudante de direito de Havana.

Díaz-Canel não se pronunciou durante o evento.

O governo cubano costuma organizar grandes comícios diante da Embaixada dos EUA. Essa caravana foi menor e ‌mais discreta, afetada pela escassez de combustível que prejudicou a mobilidade e dificultou o transporte público.

Um petroleiro com bandeira ⁠russa chegou a Cuba esta semana e descarregou 700.000 barris de petróleo bruto, indicando algum alívio nas próximas semanas.

O governo ​Trump, que ameaçou impor tarifas aos países que exportam petróleo ​para Cuba e proibiu explicitamente as importações de petróleo russo, disse que permitiu que o navio-tanque de bandeira russa atracasse no porto cubano de Matanzas ‌por razões humanitárias.



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