Pesquisadores descobriram que células cancerígenas conseguem usar um antioxidante produzido pelo próprio organismo como fonte de energia para crescer. A descoberta ajuda a explicar como os tumores obtêm nutrientes e pode orientar o desenvolvimento de terapias que bloqueiem esse processo.

O estudo foi conduzido por cientistas do Instituto de Câncer Wilmot, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica Nature em 18 de março. A pesquisa investigou o papel da glutationa, uma molécula conhecida principalmente por proteger as células contra danos.

Como o tumor utiliza a substância

A glutationa é um antioxidante produzido naturalmente pelo corpo e também vendido como suplemento alimentar. Durante anos, os estudos se concentraram principalmente em seu papel na proteção contra danos celulares.

A nova pesquisa indica que, dentro do ambiente do tumor, a molécula pode desempenhar outra função. Ao analisar o líquido presente em tumores de mama doados para pesquisa, os cientistas encontraram grandes quantidades de glutationa, o que sugeriu que o composto estava sendo consumido ativamente pelas células cancerígenas.

Para confirmar essa hipótese, a equipe utilizou modelos experimentais de câncer de mama e observou que os tumores cresciam mais lentamente quando a capacidade de utilizar a glutationa era bloqueada.

“Talvez precisemos reexaminar a despensa da qual o câncer depende e analisar substâncias que nunca imaginamos que pudessem servir de alimento para tumores”, afirmou Harris.

Tumores podem usar antioxidante como combustível, mostra estudo - destaque galeria

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

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Possível estratégia para novos tratamentos

A descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias que impeçam os tumores de acessar esse tipo de combustível. Os pesquisadores já identificaram um medicamento candidato que pode interferir no processo e agora investigam maneiras de aprimorar o composto.

O objetivo é encontrar formas de bloquear o uso da glutationa pelas células cancerígenas sem prejudicar as células saudáveis.

Os autores também destacam que a descoberta não significa que alimentos ricos em antioxidantes devam ser evitados. Uma alimentação equilibrada, com frutas e vegetais, continua sendo considerada importante para a saúde.

“Ainda estamos descobrindo novos aspectos da biologia da glutationa e esperamos que esse conhecimento possa ajudar no desenvolvimento de novas terapias contra o câncer”, diz Harris.

Segundo os pesquisadores, os resultados também sugerem que muitos tumores podem depender desse tipo de nutriente, o que reforça a importância de entender melhor como as células cancerígenas obtêm energia dentro do organismo.



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