O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, visitará o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington na próxima semana, segundo um funcionário da Casa Branca.

Nesta quarta-feira (1°), Trump sugeriu que os Estados Unidos estão considerando deixar a aliança, embora essa medida precise da aprovação do Congresso.

Rutte e Trump têm uma relação amigável, o que pode ajudar a amenizar a situação, já que o presidente americano criticou duramente os aliados por se recusarem a se envolver na guerra com o Irã.

A porta-voz da Otan disse ao jornal americano The Wall Street Journal, que foi o primeiro a noticiar a esperada visita de Rutte, que se tratava de uma viagem planejada há muito tempo.

A CNN entrou em contato com a Otan para obter mais informações sobre a visita.

Histórico de críticas

Trump acumula uma série de críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde o início do conflito no Oriente Médio.

O presidente americano tem demonstrado crescente insatisfação com a postura da aliança militar em relação à guerra com o Irã, especialmente quanto à segurança do Estreito de Ormuz.

Em 16 de março, Trump fez seu primeiro alerta significativo, afirmando que a Otan enfrentaria um “futuro muito ruim” se não ajudasse a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, principal rota marítima que o Irã fechou desde o início das hostilidades. Esta passagem estratégica é vital para o comércio global, especialmente para o transporte de petróleo.

Quatro dias depois, em 20 de março, o líder americano elevou o tom das críticas, chamando os países da Otan de “tigres de papel” e acusando-os de covardia por não contribuírem para a reabertura do estreito.

A expressão “tigres de papel” sugere uma aparência de força que esconde uma fraqueza real, indicando que Trump considera a aliança ineficaz diante dos desafios atuais.

Na sequência, em 27 de março, Trump sugeriu que os Estados Unidos reduziriam gastos com proteção a outros países membros da aliança, afirmando que a Otan está cometendo um “erro tremendo” ao não apoiar os Estados Unidos no conflito.

No último dia de março, Trump voltou a criticar os países europeus, declarando que eles “precisam começar a lutar por si mesmos”.

A situação atingiu seu ponto mais crítico nesta quarta-feira, quando em entrevista, Trump cogitou abertamente retirar os Estados Unidos da Otan, expressando “nojo” pela aliança militar.

Esta declaração representa a ameaça mais séria já feita por Trump à continuidade da participação americana na organização, podendo sinalizar uma potencial ruptura nas relações transatlânticas caso suas demandas não sejam atendidas.



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