Mais de 40 países se reuniram na quinta-feira (2) em uma reunião virtual para discutir “todas as medidas possíveis” para acabar com o controle exercido pelo Irã sobre o Estreito de Ormuz.

A reunião, organizada pelo Reino Unido, não teve conclusões formais. A conversa ocorreu em meio a uma troca cada vez mais tensa — e, às vezes, pessoal — entre os presidentes da França, Emmanuel Macron, e dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem colocado sobre os aliados a responsabilidade de reabrir o estreito por quaisquer meios necessários.

O bloqueio da rota marítima pelo Irã deixou quase 2.000 embarcações presas dentro do Golfo Pérsico, segundo a Organização Marítima Internacional. Mas o estreito permanece aberto para a Rússia, disse hoje um assessor do presidente Vladimir Putin.

Confira as principais notícias do dia sobre a guerra:

  • Mais de 2.000 pessoas foram mortas no Irã desde o início dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel há um mês, informou a Crescente Vermelha Iraniana na quinta-feira.
  • Ataques israelenses no Líbano causaram vítimas civis significativas e o deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas, segundo a organização sem fins lucrativos Project HOPE. À medida que Israel intensifica sua ofensiva contra o Hezbollah, trabalhadores migrantes no Líbano estão sendo deslocados pela segunda vez — e os recursos estão se esgotando, alerta a Organização Internacional para as Migrações.
  • Um ataque atingiu um jardim de infância no norte de Israel na quinta-feira, fazendo com que parte do telhado desabasse e espalhando destroços pelo pátio.
  • O Irã está elaborando um protocolo com Omã para facilitar a passagem segura do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, disse uma autoridade iraniana sênior.
  • Os bombardeios dos EUA e de Israel “interromperam completamente” as operações em uma das maiores siderúrgicas do Irã, segundo a mídia estatal, prejudicando infraestrutura essencial e deixando funcionários sem trabalho.
  • A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de computação em nuvem da Amazon no Bahrein em retaliação a recentes “assassinatos”.



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