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Congressistas democratas dos Estados Unidos abriram uma nova investigação para apurar se o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tentou realizar um investimento multimilionário em ações do setor de defesa pouco antes do início da guerra contra o Irã, informaram veículos de imprensa americanos como Forbes e a agência de notícias Bloomberg nesta quinta-feira, 2.
A ação no Senado americano ocorre após uma reportagem do jornal Financial Times apontar que, em fevereiro, o corretor de Hegseth no banco Morgan Stanley teria procurado a BlackRock, uma das principais empresas de gestão de ativos e investimentos do mundo, para discutir a aplicação no fundo Defense Industrials Active ETF. A movimentação teria acontecido semanas antes da ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos em conjunto com Israel contra o Irã.
O fundo em questão, com cerca de US$ 3,2 bilhões em ativos e negociado sob o código IDEF, busca “oportunidades de crescimento investindo em empresas que podem se beneficiar do aumento dos gastos governamentais com defesa e segurança em meio à fragmentação geopolítica e à competição econômica”, de acordo com uma descrição da própria gestora.
Segundo o jornal, a consulta foi registrada internamente pela BlackRock devido ao perfil do potencial cliente. O investimento, no entanto, não foi concretizado porque o fundo não estava disponível para clientes da Morgan Stanley naquele momento. O Pentágono negou as informações e classificou o caso como “totalmente falso e fabricado”.
“Nem o secretário Hegseth nem qualquer um de seus representantes procurou a BlackRock para qualquer investimento desse tipo. Este é mais um ataque infundado e desonesto, concebido para induzir o público ao erro. Exigimos uma retratação imediata”, escreveu Sean Parnell, principal porta-voz do Pentágono, em uma publicação nas redes sociais. “O secretário Hegseth e o Departamento de Guerra permanecem firmes em seu compromisso com os mais altos padrões éticos e com a estrita observância de todas as leis”.
Uma investigação sobre o caso já havia sido lançada pelos democratas do Comitê de Supervisão da Câmara após a reportagem do Financial Times. “Tentar lucrar com uma guerra que você ajudou a usar informações privilegiadas é chocante e ultrajante, mesmo para os padrões da Administração Trump”, escreveram os democratas a Hegseth, pedindo que ele entregue as informações sobre seus investimentos financeiros ao comitê até 14 de abril.