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O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência, afirmou, em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, que não há necessidade de repetir o modelo de um “Posto Ipiranga” na economia, como ocorreu em 2018 com Paulo Guedes.
Segundo Marinho, à época da eleição de Jair Bolsonaro, havia incerteza no mercado sobre a condução econômica do governo. “Havia uma enorme insegurança de que forma Bolsonaro iria se comportar”, disse, acrescentando que Guedes “apresentou esse avalista” naquele momento.
Agora, destaca o senador, o cenário é diferente. “Nesse momento não”, disse, ao descartar a necessidade de um fiador econômico. Para ele, a experiência do governo anterior já consolidou os princípios que orientam o grupo político. “Qualquer pessoa que acompanhou sabe que nós nos comportamos com responsabilidade fiscal”, declarou.
Marinho afirmou que a diretriz econômica da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro está baseada em fundamentos já conhecidos. “Está muito claro que a direita brasileira tem uma maneira de se comportar na gestão das contas públicas”, disse, citando responsabilidade fiscal, redução de impostos e parceria com a iniciativa privada.
O senador também criticou a condução econômica do governo do presidente Lula. “Enquanto este governo é irresponsável do ponto de vista fiscal e promove despesas sem contrapartida de receitas, aumenta tributos”, afirmou. Segundo ele, esse cenário contribui para juros elevados e desestimula investimentos.
Ao defender a proposta do pré-candidato, Marinho disse que o objetivo é retomar políticas adotadas no governo anterior. “Nós somos justamente o oposto”, afirmou, ao mencionar desburocratização, segurança jurídica e estímulo ao empreendedorismo.
O senador evitou antecipar nomes para a equipe econômica, mas indicou o perfil desejado. “Não significa que há necessidade de anteciparmos quem será o ministro de Estado”, disse, ressaltando que o foco está em manter uma agenda de previsibilidade e estabilidade.
Para Marinho, esse conjunto de medidas permitiria “a retomada dos trilhos da prosperidade”, com impacto direto nas condições de vida da população.