O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou uma carta direcionada ao público dos Estados Unidos na qual afirma que a guerra com o país não atende aos interesses da população americana e convida os cidadãos a “olharem além da retórica política”.

Na mensagem, Pezeshkian levanta dúvidas sobre a justificativa do conflito. “Exatamente quais interesses do povo americano estão sendo atendidos por esta guerra? Houve alguma ameaça objetiva do Irã para justificar tal comportamento?”, diz.

Ao longo da carta, Pezeshkian sustenta que a percepção do Irã como ameaça internacional é resultado de interesses políticos e econômicos de grupos poderosos. Segundo ele, as ações de Teerã até o momento devem ser entendidas como “legítima defesa”.

O presidente iraniano afirma ainda que a relação entre os dois países é amplamente mal compreendida. Ele declara que o Irã “nunca, em sua história moderna, escolheu o caminho da agressão, da expansão, do colonialismo ou da dominação, e nunca iniciou qualquer guerra”.

No texto, Pezeshkian busca diferenciar governos de populações e afirma que o povo iraniano “não nutre inimizade contra outras nações”, incluindo cidadãos dos Estados Unidos, da Europa e de países vizinhos.

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Ele também chama atenção para os impactos mais amplos do conflito, destacando que ataques à infraestrutura iraniana têm consequências não apenas para a população local, mas também para além das fronteiras do país.

A divulgação da carta ocorre poucas horas antes de um pronunciamento do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Irã.



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