A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (1º), um mecanismo para reduzir os efeitos do reajuste no preço do (QAV) querosene de aviação (QAV), que ficaria em quase 55%. Com isso, distribuidoras que atendem a aviação comercial terão, em abril, um reajuste efetivo de 18% no preço do QAV.
A diferença poderá ser parcelada em seis vezes, com início dos pagamentos a partir de julho. A medida foi adotada em meio à forte alta do combustível, pressionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
Em nota, a Petrobras afirma que “a iniciativa busca mitigar os impactos imediatos sobre as companhias e preservar a demanda por voos”.
Interlocutores do setor de aviação consultados pela reportagem, aguardavam medidas imediatas que poderiam auxiliar e mitigar os efeitos do aumento do QAV no curto prazo, a fim de evitar impactos no longo prazo.
A estatal informou que o termo de adesão ao mecanismo será disponibilizado ao mercado e terá validade imediata. A proposta também poderá ser estendida para os meses de maio e junho, a depender das condições de mercado.
O movimento ocorre em um momento de pressão sobre o setor aéreo. Com o aumento recente do QAV, o combustível voltou a ganhar peso na estrutura de custos das companhias, elevando o risco de redução de rotas e encarecimento das passagens.