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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira, 31, que o Irã não representa mais uma ameaça existencial para Israel, elogiando as “enormes realizações” alcançadas no conflito desencadeado por ataques americanos e israelenses contra território iraniano. 

“Neste feriado de liberdade, Israel está mais forte do que nunca”, declarou Netanyahu, enquanto o país se prepara para celebrar a Páscoa judaica. “O Irã não pode mais ameaçar nossa existência.”

Segundo o premiê, Israel “alcançou enormes realizações” em sua campanha militar contra Teerã e seus aliados regionais no último mês de combate, mas reconheceu o custo do conflito, incluindo a morte de quatro soldados no sul do Líbano no dia anterior.

Netanyahu disse ainda que o Irã investiu quase US$ 1 trilhão no setor militar, incluindo em programas nucleares e de mísseis, e afirmou que o investimento agora foi “desperdiçado”.

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A declaração de Netanyahu ocorre enquanto a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entra em sua quinta semana, com uma série de ataques em várias frentes.

Poucas horas antes da fala sobre ameaças existenciais, Netanyahu disse que o país havia alcançado mais de metade de seus objetivos militares, embora o Exército tenha afirmado estar pronto para continuar a guerra por várias semanas.

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“Metade do caminho está claramente superada. Mas não quero estabelecer um calendário”, declarou o chefe do Executivo ao canal conservador americano Newsmax. Ele acrescentou que falava “em termos de missões e não necessariamente em termos de duração”.

Questionado por um jornalista sobre a posição do Exército israelense, o porta-voz internacional das Forças Armadas, tenente-coronel Nadav Shoshani, indicou que a continuidade das operações depende das decisões dos dirigentes políticos.

O presidente americano, Donald Trump, calculou inicialmente entre quatro e seis semanas de duração das operações militares.

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O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, considerou na segunda-feira que a guerra duraria ainda “semanas”, em vez “de meses”, e se declarou otimista sobre a possibilidade de poder trabalhar com elementos dentro do governo iraniano. Ele disse que existem “rachas” internos na República Islâmica e que o governo Trump espera que figuras com “poder de ação” assumam o comando do país.

“Temos esperança de que este será o caso”, declarou ele ao programa Good Morning America, da emissora americana ABC News. “Há claramente pessoas lá conversando conosco de uma maneira que as autoridades anteriores no Irã não conversaram no passado. Isto se reflete sobre algumas coisas que estão dispostas a fazer”, completou.

As posições contraditórias dos parceiros de bombardeios contra o Irã indicam de que o cabo de guerra entre Trump e Netanyahu tende a se acirrar. A guerra fez crescer o prestígio do primeiro-ministro, já que toda a população israelense gostaria do governo fundamentalista xiita extinto, que quer varrer o país do mapa. Enquanto isso, o americano busca formas de sair de maneira honrosa de uma guerra cheia de complicações.



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