Três homens e uma mulher foram lançados nesta quarta-feira, 1º, na primeira viagem tripulada à Lua desde 1972, uma odisseia que visa impulsionar os Estados Unidos para uma nova era de exploração espacial. A missão da Nasa batizada Artemis II vem sendo planejada há anos, com repetidos contratempos. Mas finalmente decolou da Flórida nesta quarta-feira às 19h35, no horário de Brasília. 

A equipe de astronautas é formada pelos americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen, que devem permanecer na missão por cerca de 10 dias. A nave será lançada a toda velocidade ao redor do satélite natural da Terra, sem pousar, em uma missão semelhante à realizada pela Apolo 8 em 1968.

No sexto dia de voo, a Orion atingirá seu ponto mais distante da Terra, navegando 6.400 quilômetros além da Lua. Isso superará o recorde de distância da Apolo 13, o que tornaria os astronautas do programa Artemis os viajantes mais remotos da história.

A Apolo 13 estabeleceu o recorde em 1970 — quase 400.000 quilômetros da Terra — dias após o rompimento do tanque de oxigênio, que resultou na mensagem “Houston, tivemos um problema”. Para retornar à Terra, os astronautas da Apollo contaram com a gravidade da Lua e da Terra para dar a volta, minimizando a necessidade de combustível.

Após emergir de trás da Lua usando essa manobra, a tripulação do programa Artemis retornará diretamente para casa, com um pouso na água no décimo dia de voo — nove dias, uma hora e 46 minutos após o lançamento.

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Esta viagem marcará uma série de conquistas. Será a primeira vez que uma mulher, um homem negro e um cidadão não americano participarão de uma missão à Lua. Também será o primeiro voo tripulado do novo foguete lunar da Nasa, denominado SLS. O enorme foguete laranja e branco foi projetado para permitir que os Estados Unidos retornem de forma recorrente ao astro nos próximos anos.

O objetivo futuro é estabelecer uma base permanente que sirva como plataforma para uma exploração mais profunda. “É um degrau em direção a Marte, onde poderíamos ter a maior probabilidade de encontrar evidências de vida passada, mas também é uma pedra de Rosetta para entender como se formam outros sistemas solares”, disse Koch em uma coletiva de imprensa no fim de semana.



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