Símbolo dos smartphones, a Apple lançava, há 19 anos, seu primeiro iPhone. O anúncio oficial do produto aconteceu em 9 de janeiro de 2007, mas a chegada ao mercado dos Estados Unidos veio mais tarde, em 29 de junho daquele ano.

No Brasil, o primeiro a chegar foi o da segunda versão, o iPhone 3G, em 2008. Hoje, um total de 33 séries dos celulares já chegaram às mãos dos consumidores — os mais recentes deles (os iPhones 17, 17 Pro, 17e e 13 Pro Max) foram lançados em 2025.

“Hoje, a Apple vai reinventar o telefone”, disse Steve Jobs, cofundador da empresa, durante a apresentação do iPhone. Diante de uma plateia entusiasmada, ele descreveu o aparelho, em um primeiro momento, como uma junção de iPod, telefone e dispositivo de comunicação via internet.

Comparando o iPhone a outros smartphones que estavam no mercado no momento — BlackBerry, Moto Q, Nokia 62 e Palm Treo —, Jobs deu ênfase à interface do novo aparelho, que, diferentemente dos demais, não possuía teclado de botões.

“O que nós queremos fazer é criar um produto que vai dar um salto, que seja muito mais inteligente do que qualquer outro aparelho móvel e super fácil de usar”, exaltou.

Além do pioneirismo no nicho, um dos fatores que sustentaram a relevância da marca ao longo dos anos foi a criação não apenas de novos produtos, mas de todo um ecossistema digital.

“O iPod não é apenas o aparelho; ele está ligado ao iTunes. Assim como o iPhone não vem sozinho, ele está ligado ao sistema operacional iOS e a todos os aplicativos que vêm com ele”, afirma Christian Perrone, head de Direito e GovTech no ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade) Rio, que estuda o impacto e o futuro da tecnologia no Brasil e no mundo.

Em um ecossistema digital, as empresas criam uma rede de produtos e serviços integrados, que “conversam” entre si, o que pode otimizar processos para as companhias e trazer mais praticidade ao consumidor.

No caso da Apple e demais empresas voltadas à tecnologia, os softwares desempenham um importante papel como agentes desses ambientes digitais interconectados.

“O smartphone é o corpo, e os softwares são a alma”, diz Camila Ghattas, que estuda macrorrevoluções tecnológicas e trabalha com previsões de tendências.

Ela considera que a Apple tem os smartphones como commodities, e que eles nada mais são do que uma grande plataforma que abriga infinitos softwares, projetados para atender a quaisquer tipos de demanda.

A qualidade desses softwares, segundo Ghattas, é outro elemento que garante a relevância da empresa. “A Apple teve a capacidade de lançar o smartphone no mercado de forma mais esperta. Ela já tinha um hardware melhor do que os outros, mas o que fez de mais inteligente foi pensar no software, no ecossistema”, pontua.

“O hardware por si só não teria tanta relevância sem as funcionalidades dos softwares.”



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