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Nesta terça-feira (31/3), a Argentina anunciou uma redução da pobreza em proporção inédita nos últimos sete anos.

Segundo o Indec, equivalente do IBGE, a queda foi significativa: o número de pobres diminuiu de 38,1% da população em 2024, para 28,2% no ano passado.

Esses dados oficiais indicam que, agora, 13,2 milhões de argentinos vivem na pobreza. Somam 2,1 milhões de famílias — 21% do total. E três em cada dez são jovens na faixa de de 15 a 29 anos. Há, ainda, 1,9 milhão de sobreviventes na indigência ou miséria absoluta, com renda beirando seis reais por dia.

Javier Milei, presidente da Argentina, celebrou com uma série de publicações em redes sociais o que, talvez, seja o melhor resultado do choque liberal na economia que começou em dezembro de 2023, logo depois da posse.

Aos olhos do eleitorado argentino, no entanto, os resultados favoráveis do programa econômico de Milei são insuficientes, mostra a pesquisa do consórcio AtlasIntel/Bloomberg, realizada entre os dias 20 e 24 de março.

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Milei é o líder mais impopular da América Latina, atualmente. Tem 62% de desaprovação e apenas 36% de apoio. A avaliação do seu governo é similar (57% negativa e 30% positiva).

Disputa com o peruano José Balcázar (61% de reprovação). Balcázar é presidente interino. No domingo 12 de abril, o Peru vai às urnas escolher o futuro governante — foram nove nos últimos nove anos.

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No ranking latino de impopularidade se destacam, na sequência, o colombiano Gustavo Petro (55% de repúdio) e Lula (54%), próximos do patamar de Milei e Balcázar.

Notável exceção é a mexicana Claudia Sheinbaum. É a presidente mais popular há dois anos e três meses seguidos. Sua aprovação (54%) é praticamente a mesma (60%) de janeiro de 2024, quando assumiu o poder.



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