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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 31, que os países que não estão conseguindo comprar combustível devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã devem comprar do governo americano ou “criar coragem para ir até o estreito e simplesmente tomá-lo”.

“Todos aqueles países que não podem obter combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão para vocês: Número 1, compre dos Estados Unidos, ⁠temos muito, e Número 2, criem alguma coragem atrasada, vão para o Estreito e simplesmente PEGUEM”, escreveu Trump em um post na sua rede, a Truth Social.

O republicano disse ainda que os países terão que ⁠começar a “aprender a lutar por si mesmos”, pois “os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estava lá para nós”. “A parte difícil está feita. Vá buscar seu próprio petróleo!”, afirmou ele.

Em uma segunda publicação, o presidente americano afirmou que a França não permitiu que aviões que carregavam suprimentos militares com destino a Israel sobrevoassem o território francês.

“A França tem sido muito pouco útil em relação ao ‘açougueiro do Irã’, que foi eliminado com sucesso”, escreveu Trump em uma suposta referência a Alireza Tangsiri, chefe da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã e responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz que foi morto na semana passada. 

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Crise do petróleo

O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos pelo planeta, está fechado desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, provocando sucessivas turbulências nos mercados globais. Enquanto isso, refinarias, depósitos de combustível e petroleiros ligados a nações árabes aliadas de Washington tornaram-se alvos iranianos no último mês.

Isso levou o barril de Brent, referência mundial, a disparar de US$ 60, antes da guerra, para mais de US$ 100, atingindo picos próximos a US$ 120.

De acordo com o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, entre 30% e 40% da capacidade de refino do Golfo Pérsico foram danificadas ou destruídas pelos ataques retaliatórios do Irã, causando um déficit de 11 milhões de barris por dia nos mercados globais de petróleo. Lescure alertou que a restauração das instalações danificadas pode levar até três anos, e a retomada das operações daquelas que foram fechadas com urgência, vários meses.

A queda no fornecimento já levou a Agência Internacional de Energia (AIE), ligada ao clube dos países ricos OCDE, a liberar 400 milhões de barris de suas reservas emergenciais. O órgão estuda a necessidade de uma nova leva.



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