As cotações futuras da soja encerraram a sessão desta terça-feira (31) em alta na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em maio registrou avanço de 0,97%, cotado a US$ 11,7100 por bushel.
De acordo com a Agrinvest, os preços da soja e dos demais grãos em Chicago subiram após a divulgação do relatório de estoques trimestrais 2025/26 e de intenção de plantio para a safra 2026/27 nos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os estoques trimestrais da oleaginosa vieram acima do esperado, totalizando 57,29 milhões de toneladas, frente às 56,25 milhões projetadas pelo mercado.
“Aproximadamente 43% desse volume está armazenado dentro das fazendas, em posse dos produtores. Para o milho, o destaque é a redução de área, já esperada pelo mercado, tanto pelo aumento dos custos quanto pela relação soja/milho, que ainda indica maior rentabilidade para a soja”, destacou a Agrinvest.
Apesar do viés positivo, parte do movimento foi limitada pelo relatório de intenção de plantio, que indicou que os agricultores norte-americanos pretendem ampliar a área plantada de soja para 84,70 milhões de acres na safra 2026.
Mesmo com o aumento nos custos de fertilizantes e combustíveis, impulsionados pela guerra de cinco semanas no Golfo Pérsico, o que torna a soja relativamente mais atrativa que o milho, o mercado segue atento às negociações comerciais entre o presidente Donald Trump e a China.
Milho
Os contratos futuros do milho também fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para maio avançou 0,44%, cotado a US$ 4,5775 por bushel.
Os preços refletem uma temporada de plantio mais cara do que o previsto antes do início da guerra no Oriente Médio, que elevou os custos de insumos e combustíveis. Com o plantio já em andamento no sul dos Estados Unidos, a expectativa é de que as máquinas levem cerca de três semanas para alcançar as principais áreas produtoras do Centro-Oeste.
No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o plantio do milho safrinha atingiu 95,5% da área projetada, ante 91,6% na semana anterior. No mesmo período de 2025, o índice era de 97,9%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 95,5%.
Para a safra de verão, o avanço foi de 45,7% da área, frente a 38% na semana anterior, 53,3% no mesmo período do ano passado e média histórica de 45,8%.
Já na Europa, a Comissão Europeia reportou que, entre 1º de julho e 29 de março, a União Europeia importou 13,24 milhões de toneladas de milho, volume 18% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Ucrânia e Estados Unidos lideram como principais fornecedores, com 5,62 milhões e 3,85 milhões de toneladas, respectivamente.
Trigo
Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para maio subiu 1,52%, cotado a US$ 6,1625 por bushel.
Segundo a Agrinvest, o trigo liderou os ganhos entre os grãos, avançando pela segunda sessão consecutiva.
O movimento é sustentado pelas condições climáticas adversas nas planícies dos Estados Unidos, onde a seca continua ameaçando a safra de inverno. No Kansas, principal estado produtor, houve piora nas condições das lavouras, reforçando os riscos para a produtividade.