
No final de semana entre 28 e 29 de março, fãs do cantor e compositor Bob Dylan foram pegos de surpresa pelo novo empreendimento do ícone. Ele agora vende “um arquivo vivo de palestras do além-túmulo, cartas nunca enviadas e contos selecionados” a troco de 5 dólares por mês, pagos à plataforma de financiamento Patreon, mais comumente utilizada por criadores de conteúdo. O material se debruça especialmente sobre a ficção histórica, imaginando conversas entre figuras como o escritor Mark Twain e o ator de cinema mudo Rudolph Valentino.
“Prezado Sr. Valentino, seguro minha caneta sob circunstâncias que contrariam o calendário e constrangem os agentes funerários, pois me disseram que ambos já cumprimos o respeitável dever de morrer”, diz a carta. O texto não é assinado por Dylan, mas por “Herbert Foster”. Não é claro se o nome se trata de pseudônimo. Além dela, um conto de sete páginas tem como autor “Marty Lombard” e acompanha a jornada de um rapaz a um rodeio.
Para além do material escrito, Dylan também disponibiliza ensaios em áudio sobre figuras históricas como o ex-vice-presidente americano Aaron Burr e o soldado Frank James, mas não os narra: a voz que lê os textos é gerada por inteligência artificial.
Desde que divulgou o site em suas redes sociais, fãs questionam a origem dos textos, a utilização de IA e a ausência deste empreendimento dentro do site oficial de Dylan. Enigmático e imprevisível como de costume, porém, o cantor não oferece respostas.
No mundo da música, ele não lança um disco de inéditas desde Rough and Rowdy Ways (2020).
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