O navio de bandeira russa Anatoly Kolodkin atracou na manhã desta terça-feira (31) no porto de Matanzas, em Cuba, segundo dados do Marine Traffic, trazendo uma carga de petróleo bruto que representará um alívio temporário à crise energética que a ilha enfrenta.

Essa crise se agravou nos últimos meses devido ao bloqueio de petróleo imposto pelo governo dos Estados Unidos em janeiro.

A embarcação, com o primeiro carregamento de petróleo recebido por Cuba nos últimos três meses, chegou ao porto cubano às 7h18 (horário local), de acordo com a página de monitoramento de navios.

A partir de lá, o petróleo será descarregado e levado para avaliação e refino, até se tornar diesel e fuelóleo, um processo que pode levar vários dias, explicaram especialistas à CNN.

O navio trouxe 100.000 toneladas de petróleo bruto, equivalentes a 740.000 barris, enquanto Cuba precisa de cerca de 100.000 barris por dia, mas consegue suprir apenas 40% desse total com seus próprios poços.

O Ministério dos Transportes da Rússia informou na segunda-feira que o Anatoly Kolodkin já havia chegado a Cuba, enquanto as autoridades cubanas ainda não se pronunciaram em detalhes sobre a chegada do carregamento.

A chegada acontece três meses depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que não se importaria se Cuba recebesse esse petróleo, após ter ameaçado impor tarifas a quem enviasse petróleo para a ilha caribenha.

Ele disse aos jornalistas: “Se um país quiser enviar petróleo para Cuba neste momento, eu não tenho problema. Prefiro deixar passar, seja da Rússia ou de outro país, porque o povo precisa de aquecimento, refrigeração e de todas as outras coisas necessárias.”

Posteriormente, a Casa Branca informou que analisará caso a caso se permitirá a chegada de outros navios. “Não houve nenhuma mudança firme em nossa política de sanções”, declarou a porta-voz Karoline Leavitt na segunda-feira (30).

Segundo especialistas consultados, a carga de petróleo, uma vez refinada, poderia cobrir o déficit energético de Cuba entre 10 e 30 dias, dependendo de como as autoridades decidirem distribuir o combustível.

Setores essenciais como saúde e transporte teriam prioridade, mas também poderia ser reservada parte do petróleo para estoques estratégicos.



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