
Ler Resumo
Recém-filiado ao PL e lançado como pré-candidato ao governo do Paraná, o senador Sérgio Moro buscou reduzir a tensão política local ao tratar da possível disputa com o grupo do governador Ratinho Júnior. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, Moro adotou um tom conciliador ao afirmar que não vê o atual governador como um oponente direto na corrida estadual.
“Vamos continuar as coisas boas”, disse, antes de emendar a frase que sintetiza sua estratégia: “O Ratinho não é meu adversário” .
A declaração ocorre em meio a um cenário de reorganização política no estado, após a desistência de Ratinho da disputa presidencial e a expectativa de que ele atue para eleger um sucessor.
Moro lidera, mas evita confronto direto?
Segundo o próprio senador, pesquisas internas indicam vantagem expressiva na largada. “As pesquisas estão me apontando com 47% da preferência dos eleitores paranaenses, com perspectiva inclusive de vitória no primeiro turno”, afirmou.
Apesar disso, Moro evitou adotar um discurso de enfrentamento direto ao atual governo estadual. Ao contrário, sinalizou continuidade administrativa combinada com mudanças estruturais. “Vamos continuar as coisas boas, mas buscar a excelência. Não basta ser um estado acima da média”, disse, ao citar problemas como infraestrutura e instabilidade energética.
Qual é a estratégia para o Paraná?
Moro tem apresentado sua candidatura como um projeto de gestão técnica e de contraste com o cenário nacional. “Vamos transformar o Paraná na nossa Fortaleza”, afirmou, ao criticar o que chamou de “descalabro em Brasília”.
O que Moro diz sobre o cenário nacional?
Na entrevista, o senador também fez críticas ao governo federal e projetou crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. “Acredito que ele deve ultrapassar o Lula não só no segundo turno, mas também no primeiro”, afirmou.
Moro ainda defendeu investigações amplas no caso do Banco Master e reiterou que “ninguém está acima da lei”, incluindo autoridades de diferentes poderes.