Uma jornalista dos Estados Unidos foi sequestrada em Bagdá, no Iraque, nesta terça-feira, e autoridades estão realizando buscas pela cidade, segundo duas fontes policiais ouvidas pela agência de notícias Reuters, nesta terça-feira, 31.

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O Ministério do Interior do Iraque confirmou o sequestro da jornalista, identificada como Shelly Kittleson, que já escreveu para veículos como a emissora britânica BBC e o site de notícias americano Politico. Segundo o portal AL-Monitor, focado em notícias sobre o Oriente Médio, Shelly é uma repórter freelancer baseada em Roma que já cobriu diversas guerras na região e contribuiu com artigos para o veículo.

Em comunicado, a Al-Monitor afirmou estar “profundamente alarmada” com o sequestro e exigiu sua libertação imediata e em segurança.

“Apoiamos seu trabalho jornalístico essencial na região e exigimos seu rápido retorno para que ela possa continuar sua importante missão”, declarou a organização.

Dois oficiais de segurança iraquianos, que falaram sob condição de anonimato à agência Associated Press, relataram que dois carros estiveram envolvidos no sequestro, um dos quais sofreu um acidente e foi apreendido durante uma perseguição policial perto da cidade de Al-Haswa, na província de Babil, sudoeste de Bagdá. A jornalista teria sido transferida para um segundo carro, que fugiu do local.

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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o que usuários afirmam ser o momento em que a jornalista é sequestrada. Nas imagens, homens seguram uma mulher e a colocam em um carro, enquanto pessoas em outros dois carros vigiam a ação. A veracidade das imagens não foi confirmada.

Alex Plitsas, pesquisador sênior não residente do think tank Atlantic Council e ex-funcionário do Pentágono, publicou no X, antigo Twitter, que a jornalista sequestrada era Kittleson, acrescentando que ele é o contato designado dela nos EUA.

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“Posso confirmar que minha amiga Shelly Kittleson foi sequestrada e possivelmente mantida como refém em Bagdá pelo Kataib Hezbollah”, escreveu ele.

O Kataib Hezbollah é uma poderosa milícia iraquiana apoiada pelo Irã e manteve a acadêmica israelense-russa Elizabeth Tsurkov como refém por dois anos e meio, até que ela fosse libertada com a intervenção dos EUA. Tsurkov detalhou a tortura e o abuso sexual que sofreu durante seu cativeiro em entrevistas à imprensa.

Nenhum grupo reivindicou o sequestro até o momento.

O sequestro de Kittleson ocorre no momento em que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã entra em seu segundo mês, e o Irã tem contado com suas milícias aliadas no Iraque para realizar ataques contra as forças americanas que estão em bases no país. Invadido pelos Estados Unidos em 2003, o Iraque hoje tem bases americanas em seu território.

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Procurado pela Reuters, o Departamento de Estado dos EUA disse que Washington está acompanhando os relatos do sequestro, mas se recusou a fornecer mais detalhes, citando privacidade e outras considerações.



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