O Ibovespa fechou em forte alta de 2,71% nesta terça-feira, 31, atingindo os 187,4 mil pontos. O avanço no último dia do mês fez o índice acumular crescimento de 0,38% no mês de março, que chegava a atingir desvalorização de mais de 4% na semana passada. A melhora no ambiente internacional com sinais mais concretos de desescalada do conflito bélico entre Estados Unidos e Irã impulsionou o índice.

No exterior, o dia foi marcado pelas declarações do presidente americano Donald Trump, que disse a seus assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Somado a isso, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os próximos dias do conflito serão “decisivos” e que “não há nada que o Irã possa fazer militarmente a respeito”.

“Esse ambiente favoreceu moedas emergentes e direcionou fluxo monetário para o Brasil, tanto via bolsa de valores quanto via renda fixa, em um cenário ainda marcado pelo diferencial de juros elevado”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. O movimento, assim, também favorece o real ante à moeda americana. O dólar fechou o pregão em queda de mais de 1%, cotado a 5,17 reais.

Nesta tarde também foi divulgado o Jolts. O relatório indicou um mercado de trabalho norte-americano relativamente estável em fevereiro, mas com sinais de desaceleração nas contratações. O número de vagas em aberto ficou praticamente inalterado em 6,9 milhões, mas o total de admissões caiu para 4,8 milhões, uma redução de quase 500 mil em relação ao mês anterior, e a taxa de contratações recuou para 3,1%, o menor nível desde abril de 2020. 

Já no Brasil os dados de emprego foram publicados pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Caged. Em fevereiro, o país registrou mais de 255 mil empregos com carteira assinada, com 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos no período. 

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Por fim, entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram no positivo. O Itaú (ITUB4) liderou os ganhos, com alta de 4,52%, seguido pelo Santander (SANB11), que avançou 3,79% e pelo Bradesco (BBDC4), que também subiu 3,79%. O Banco do Brasil (BBAS3) teve valorização de 2,68%.

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:



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