O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acertou o pagamento de mais de R$ 1 bilhão de emendas do Orçamento de 2026 nos três primeiros meses deste ano. Trata-se do maior valor empenhado desde 2020, segundo levantamento feito pelo Metrópoles com dados do portal Siga Brasil.

Nos três primeiros meses daquele ano, marcados pelo início da pandemia dA Covid-19, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) empenhou R$ 2,7 bilhões para emendas parlamentares.

Nos anos seguintes, os empenhos de emendas no mesmo período ficaram abaixo de R$ 225 milhões, chegando ao patamar mais baixo em 2025, quando o governo empenhou R$ 25,7 milhões diante do atraso na votação do Orçamento daquele ano.

À frente das eleições de 2026, a maior parcela reservada pelo governo Lula foi destinada à reserva de recursos para emendas individuais, aquelas indicadas por parlamentares que o Executivo é obrigado a pagar. Foram R$ 728,2 milhões. Emendas das bancadas estaduais somaram R$ 261,3 milhões.

No começo do ano, em meio a uma tentativa de se reaproximar à cúpula do Congresso após um fim de ano conturbado por votações polêmicas na Segurança Pública, o governo Lula empenhou R$ 1,6 bilhão de emendas de anos anteriores.

Relação estremecida

O governo tem trabalhado para calibrar a relação com parlamentares neste ano, principalmente com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A relação com o senador amapaense se viu profundamente estremecida depois que o petista decidiu indicar o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), e não o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O governo decidiu segurar a indicação até haver uma reaproximação com Alcolumbre, que se deu nos últimos meses, culminando no anúncio de Lula de que enviará a documentação nesta terça-feira (31/03).



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