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Os Estados Unidos orientaram todas as suas embaixadas e consulados em todo o mundo a lançarem campanhas coordenadas contra propaganda estrangeira e desinformação, segundo um comunicado interno divulgado pelo jornal britânico The Guardian nesta terça-feira, 31.

O documento, assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, estabelece um conjunto amplo de ações para que diplomatas enfrentem o que o governo americano chamou de tentativas coordenadas de outros países para prejudicar seus interesses no exterior. Entre as orientações, está a cooperação com a unidade de operações psicológicas das Forças Armadas, conhecida como Operações de Apoio à Informação Militar (MISO, na sigla em inglês), vinculada ao Pentágono.

“Essas campanhas buscam transferir a culpa para os Estados Unidos, semear divisão entre os aliados, promover visões de mundo alternativas antitéticas aos interesses da América e até mesmo minar os interesses econômicos e liberdades políticas americanos”, diz o texto, acrescentando que essas ações representam uma ameaça direta à segurança nacional.

O plano lista cinco objetivos principais: neutralizar mensagens hostis, ampliar o acesso à informação, expor ações de adversários, promover vozes locais alinhadas aos interesses americanos e reforçar a narrativa institucional do país. Para isso, o governo americano orienta que as representações diplomáticas recrutem influenciadores, acadêmicos e líderes comunitários nos países onde atuam, com o objetivo de difundir conteúdos que pareçam orgânicos e não diretamente ligados ao governo dos Estados Unidos.

Além disso, mais de 700 centros culturais financiados por Washington — conhecidos como “American Spaces” — devem ser reposicionados como plataformas de acesso à informação sem censura e promovidos como zonas de liberdade de expressão.

As diretrizes também recomendam o uso da plataforma X como ferramenta “inovadora” nesse esforço. A menção à rede social de Elon Musk, no entanto, ocorre em meio a críticas internacionais. A União Europeia multou a plataforma em 120 milhões de euros com base na Lei de Serviços Digitais e mantém investigações sobre seus sistemas de inteligência artificial e algoritmos de recomendação.



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