Diversos países estão implementando medidas para combater o agravamento da crise energética desencadeada pela guerra no Oriente Médio.

A Ásia está sentindo o impacto primeiro, e o choque se espalhará para o oeste, com a África, a Europa e os Estados Unidos sendo os próximos, alertou o banco de investimentos JPMorgan em um relatório divulgado na semana passada.

Com isso, nações de todo o mundo estão adotando posturas para lidar com a alta dos preços do petróleo, que nesta segunda-feira (30) voltou a fechar a acima de US$ 105.

A Polônia se juntou nesta segunda-feira (30) à Coreia do Sul, China, Croácia e Hungria na implementação de um teto para o preço do petróleo.

A França está implementando subsídios direcionados aos combustíveis para os setores de transporte, agricultura e pesca, além de uma política para ajudar famílias de baixa renda a pagar as contas de energia, afirmou o ministro das Finanças do país na sexta-feira (27).

O primeiro-ministro da Jordânia decretou nesta segunda (30) diversas medidas de conservação de energia. Entre elas, a proibição do uso de ar-condicionado e aquecedores em órgãos governamentais e instituições públicas; a proibição do uso de veículos oficiais, exceto para funções oficiais; e a suspensão de todas as viagens de delegações oficiais.

A Itália, a Austrália e a Irlanda reduziram os impostos sobre a gasolina e o diesel nos últimos dias, em uma tentativa de conter os preços.

O Reino Unido está disponibilizando 50 milhões de libras (cerca de US$ 66 milhões) para famílias de baixa renda que utilizam querosene como forma de aquecimento residencial, a fim de ajudar com o aumento das contas de energia.

O governo do Japão começou a liberar o equivalente a 30 dias de petróleo das reservas estatais na semana passada e implementou subsídios para tentar manter os preços da gasolina em uma média de cerca de 170 ienes (aproximadamente US$ 1,07) por litro.

As Filipinas se tornaram o primeiro país a declarar estado de emergência nacional devido à crise energética na semana passada. O país introduziu subsídios para combustíveis e outras medidas para reduzir os custos de transporte e tomou medidas para reduzir a especulação e eventuais práticas de monopólio.

As medidas temporárias do Egito para reduzir o consumo de energia incluem trabalho remoto parcial, desaceleração de projetos estatais que consomem muito combustível e fechamento de lojas mais cedo, anunciou o primeiro-ministro do país no sábado (28).

Agora, lojas e cafés fecham às 21h, no horário local, uma mudança significativa para o Cairo, onde os comércios normalmente ficam abertos até mais tarde.

*Hanako Montgomery, Salma Arafa, Dalia Adelwahab e Catherine Nicholls, da CNN, contribuíram com esta matéria



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