A Vale informou nesta terça-feira (31) que sua divisão de metais básicos, a VBM (Vale Base Metals), pode responder por aproximadamente 30% a 35% do EBITDA consolidado da companhia a partir de 2035, em um movimento que acompanha o aumento da relevância de minerais como cobre e níquel diante da transição energética global.
O EBITDA é um indicador financeiro que mede o resultado operacional de uma empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sendo amplamente usado pelo mercado para avaliar a capacidade de geração de caixa das companhias.
A nova estimativa foi divulgada em atualização de projeções ao mercado e considera, principalmente, as expectativas de longo prazo para os preços de cobre, níquel e ouro, além das projeções de produção já divulgadas pela companhia.
O guidance reforça a estratégia da Vale de ampliar o peso dos chamados metais para a transição energética dentro do portfólio, em um momento em que a demanda global por cobre cresce impulsionada por eletrificação, veículos elétricos, redes elétricas e energias renováveis.
A empresa também atualizou a estimativa de fluxo de caixa livre da VBM para 2026, que pode variar entre US$ 0,4 bilhão e US$ 1,9 bilhão, dependendo principalmente dos preços das commodities.
As projeções consideram o cobre entre aproximadamente US$ 11.600 por tonelada e US$ 13.200 por tonelada, o níquel entre US$ 15.000 e US$ 18.100 por tonelada, e o ouro entre US$ 4.300 e US$ 5.500 por onça troy.