As autoridades policiais de Santa Fé, na Argentina, divulgaram informações sobre a motivação para o atentado a tiros cometido por um estudante de 15 anos em uma escola de San Cristóbal na última segunda-feira, 30. Segundo a polícia, o agressor teria passado por um conflito interno familiar que atuou como possível gatilho para o ataque que resultou na morte de um aluno e deixou outros dois feridos.

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De acordo com o ministro da Justiça da província de Santa Fé, Pablo Cococcioni, o agressor estava “passando por uma situação complexa dentro da família”, o que poderia ser um motivador para o crime. Esse cenário foi confirmado pelo advogado do adolescente, Néstor Oroño, que ainda acrescentou que o jovem era vítima de bullying e tinha um histórico de tentativas de suicídio e automutilação.

“Ele era uma pessoa introvertida, que passava muito tempo em frente ao computador e tinha poucos amigos”, disse Oroño, acrescentando ainda que, segundo o pai do jovem, “não havia sinais de que ele fosse uma pessoa agressiva”.

Imagens que circulam nas redes sociais têm mostrado o agressor sendo supostamente intimidado por alguns de seus colegas na escola. Tal versão foi corroborada pela irmã de um dos jovens que conseguiu escapar do ataque à emissora argentina TN.

“Aparentemente ele teve um problema uma semana antes, há muitos boatos, dizem que ele foi intimidado, que estava disposto a ir e matar o garoto com quem teve um problema ou seus amigos”, disse a mulher, identificada somente como Giuliana.

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Em declaração à rádio argentina Mitre, o promotor regional Carlos Vottero duvidou de ambas as versões apresentadas. “Sem descartar nenhuma hipótese, não podemos afirmar que o autor do ato foi vítima de bullying ou conflitos intrafamiliares. Não temos conhecimento disso. Tendo se passado pouco mais de 24 horas, não temos evidências dessas duas questões”, afirmou.

O atentado abalou a cidade de San Cristobal, onde muitos moradores se reuniram para acender velas em homenagem a Ian Cabrera, o adolescente de 13 anos morto durante o ataque. Na manhã desta terça, um cortejo fúnebre acompanhou o trajeto do caixão do adolescente do velório até o cemitério.

Os outros dois jovens baleados seguem internados, mas ambos têm casos estáveis, segundos os médicos.

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Já o agressor, por sua vez, foi levado a um centro de detenção anônimo, onde nem mesmo a promotoria ou a família têm conhecimento. O jovem é acompanhado pela mãe, sua responsável legal conforme estabelecido pelo Código de Processo Penal para menores na Argentina.

O ataque

De acordo com informações do jornal argentino La Nación, o ataque aconteceu por volta de 7h15 em um pátio interno da Escola Normal Mariano Moreno, quando os meninos e meninas hasteavam a bandeira no início do dia letivo. Portando uma espingarda, o agressor entrou na escola e, em um primeiro momento, se escondeu no banheiro antes de sair em direção ao pátio externo, quando começou a atirar.

Em um vídeo gravado por uma testemunha dentro da escola, os tiros podem ser ouvidos claramente. Imediatamente, gritos desesperados irromperam por toda parte, e a pessoa que filmava correu para se proteger com crianças e adultos. Cinco disparos foram feitos, deixando uma vítima morta e outras duas feridas. O atirador foi detido pela polícia local depois que um funcionário da escola conseguiu contê-lo, imobilizando-o e tomando sua espingarda.



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