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Um dos destinos mais desejados do planeta, o Japão entrou na rota de milhões de turistas com uma conjunção única de fatores. O país reúne tradições milenares e tecnologia futurista, metrópoles apinhadas de neon e cidadezinhas idílicas, sem falar na segurança extrema, na organização a toda prova e ainda na cultura pop vibrante. Somado a tudo isso, ainda tem o atrativo da desvalorização do iene japonês (JPY), que vem sofrendo uma queda histórica com relação ao dólar americano – atingindo patamares não vistos em mais de 30 anos. E não é só isso. No caso dos brasileiros, há outra vantagem: não há a necessidade de visto para turismo – medida válida até 29 de setembro deste ano, quando esta decisão poderá ou não ser renovada.

O Japão está na moda entre os brasileiros: número de visitantes ficou 23 vezes maior nos últimos quatro anos
O Japão está na moda: número de visitantes brasileiros ficou 23 vezes maior nos últimos quatro anos (Sofia Cerqueira/VEJA)

Com tantos atributos, o Japão, definitivamente, entrou na moda por aqui. E os números confirmam e impressionam. Em 2022, por exemplo, o país recebeu 4 765 viajantes turistas; no ano seguinte esse número saltou para 42 195. No ano passado, a quantidade de viajantes saídos do Brasil mais do que dobrou, atingindo mais de 110 000 pessoas – um número 23 vezes maior do que quatro anos atrás. Sabe-se que nestas viagens, Tóquio é o ponto de partida para um roteiro maior pelo Japão ou o objetivo mesmo. Com 23 distritos especiais (que funcionam como os principais bairros) e 14 milhões de habitantes, a capital japonesa, por si só, já é um destino para lá de especial. Além dos bairros mais visitados pelos turistas, como os badalados Asakusa (fica o templo mais famoso da cidade), Shibuya (um dos mais vibrantes), Shinjuku (com seu comércio aberto até tarde da noite), Akihabara (polo de tecnologia) e Ginza (um dos mais sofisticados do mundo), a metrópole reserva vários locais – e atividades – menos famosos e que merecem muito serem visitados.

Tóquio: capital japonesa costuma ser o ponto de partida ou o principal objetivo mesmo da maior parte dos brasileiros que visita o país
Tóquio: capital japonesa costuma ser o ponto de partida ou o principal objetivo mesmo da maior parte dos brasileiros que visita o país (Sofia Cerqueira/VEJA)

Durante uma semana, a colunista, que viajou ao Japão a convite da Nomad – plataforma global aceita em mais de 180 países que oferece conta internacional, cartão de débito, chip e seguro viagem – teve a oportunidade de conhecer uma seleção de atividades em Tóquio que fogem ao tradicional. Entre estas atrações está o bairro de Yanaka, que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial e preserva uma atmosfera pré-moderna. Outras atrações, que normalmente não estão nos roteiros mais comuns, são participar de um happy hour em um izakaya – espécie de “boteco” japonês especializado em petiscos – ou participar de uma tradicional cerimônia do chá, na qual o turista conhece um ritual milenar de preparação do matcha (chá verde em pó). Nestas atividades, a coluna contou com o apoio das empresas Nextb Business Turismo e Nextb Consulting, que dão suporte e criam soluções inovadoras para viagens corporativas, individuais e de famílias por aquele país. Veja a seguir dez dicas de programas para fazer na capital japonesa que não estão nas listas mais convencionais e são bem menos apinhadas de turistas.

 

Kappabashi: a rua, paraíso de utensílios de cozinha, reúne mais de 160 lojas
Kappabashi: a rua, paraíso de utensílios de cozinha, reúne mais de 160 lojas (Swasdee/Getty Images)

1.Visitar a Kappabashi, a rua dos chefs de cozinha

Maior paraíso de utensílios de cozinha no Japão, a rua, localizada entre Asakusa e Ueno, conta com cerca de um quilômetro e reúne mais de 160 lojas. Ali, chefs de cozinha e cozinheiros amadores encontram facas artesanais, cerâmicas, aventais, itens de confeitaria e as famosas réplicas de comidas, só que em plástico (sampuro). Há ainda uma infinidade de equipamentos para uma cozinha, como panelas, peneiras, fôrmas e objetos de decoração. Só um detalhe: várias lojas vendem apenas um tipo de produto numa variedade impressionante.

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Sentô: além de banhar-se, a intenção é também relaxar e socializar
Sentô: além de banhar-se, a intenção é também relaxar e socializar (Yiming Chen/Getty Images)

2.Ir a um “sentô” na cidade

Populares no Japão, os sentôs ou casas de banho públicas são muito frequentadas pelos japoneses para, além de banhar-se, relaxar e socializar. Diferentemente dos onsens (fontes termais naturais), esses locais utilizam água encanada aquecida. Como nos onsens, nestas casas de banho as pessoas ficam totalmente nuas (não é permitido roupa praia e piscina) e há sempre uma separação por gênero. Antes de entrar no banho público propriamente dito – piscinas de vários tamanhos –, é obrigatório lavar-se minuciosamente nas estações de chuveiro/torneiras individuais. Em Tóquio, há dois sentôs mais famosos. O Daikoku-yu, perto da Tokyo Skytree, oferece uma combinação de banhos clássicos com bela vista e ainda tem uma grande área ao ar livre. Já o Akebono-yu (Asakusa) é reconhecido como um dos sentôs mais antigos da capital japonesa, com uma história que remonta ao período Edo. Foi reformando, combinando o charme tradicional com instalações modernas.

Micro-bar em Tóquio: experiência diferente em locais que comportam entre 4 e 10 clientes
Micro-bar em Tóquio: experiência diferente em locais que comportam entre 4 e 10 clientes (Page Light Studios/Getty Images)

3.Conhecer um dos bares da Golden Gai

A pequena área no bairro de Shinjuku é conhecida por seus seis becos estreitos com cerca de 200 micro-bares, a maioria deles comportando entre 4 e 10 clientes. Isso mesmo! Com uma atmosfera nostálgica do pós-guerra, é um trecho de Tóquio popular para a vida noturna, oferecendo uma experiência intimista e com uma cultura única. Vários dos bares do local são temáticos, alguns dedicados ao jazz, ao punk rock, ao cinema ou de conversação (os snack bars). Devido à proximidade extrema entre as mesas e com o barman, é muito comum os papos entre desconhecidos engrenarem ali. Detalhe: a maioria dos estabelecimentos em Golden Gai cobra taxa de mesa (cover charge), que geralmente fica entre 500 e 1000 ienes.

Yanada: o bairro é um dos poucos em Tóquio que sobreviveram aos bombardeios na Segunda Guerra Mundial
Yanada: o bairro é um dos poucos em Tóquio que sobreviveram aos bombardeios na Segunda Guerra Mundial (Sofia Cerqueira/VEJA)
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4.Passear belo bairro de Yanaka

Se você tem um tempinho a mais em Tóquio e quer fugir um pouco do frenesi dos bairros modernos, um passeio por Yanaka é uma boa pedida. O bairro é um dos poucos que sobreviveram aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial e aos grandes terremotos, mantendo o charme da velha Tóquio – conhecida como Shitamachi (cidade baixa). Uma curiosidade: a região é conhecida como a “Cidade dos gatos” devido a grande quantidade de felinos que viviam ali. Na Rua Yanaka Ginza, por exemplo, há estátuas, decorações e até guloseimas em formato de gatos. Yanaka também é famoso por abrigar um grande número de templos budistas. São mais de cem, incluindo o famoso Tennoji Temle.

Nezu-jinja: o santuário é famoso pelos túneis de toriis vermelhos, no mesmo estilo que existem em Quioto
Nezu-jinja: o santuário é famoso pelos túneis de toriis vermelhos, no mesmo estilo que existe em Quioto (Sofia Cerqueira/VEJA)

5.Fazer um roteiro menos turístico por Nezu

O pacato e histórico bairro, no distrito de Bunkyo, é famoso pelo Santuário Nezu (Nezu-jinja), um dos mais antigos e bonitos de Tóquio. Fundado em 1705, este templo é famoso pelos túneis de toriis vermelhos, que podem ser facilmente usados para tirar aquela selfi sem uma multidão atrás. O bairro como um todo tem uma atmosfera tradicional e menos turística, contrastando com outras áreas da capital japonesa. A região também faz parte da área de “Yanesen” (Yanaka-Nezu-Sendagi), sendo um dos poucos lugares na metrópole que escapou da Segunda Guerra, mantendo ruas originais. Próximo ao Parque Ueno e à Universidade de Tóquio, é um lugar fácil de chegar.

Cerimônia do chá: uma das maneiras mais imersivas de vivenciar a cultura japonesa
Cerimônia do chá: uma das maneiras mais imersivas de vivenciar a cultura japonesa (Miriam Yamamoto/VEJA)

6.Participar de uma cerimônia de chá

É consenso que participar de uma cerimônia de chá (chanoyu) em Tóquio é uma das maneiras mais imersivas de vivenciar a cultura japonesa. Mais do que aprender a preparar e beber o chá, o turista tem a chance de participar de um ritual milenar, que é fortemente influenciado pelo Budismo Zen. A cerimônia é baseada em quatro pilares fundamentais: Harmonia, Respeito, Pureza e Tranquilidade. Durante a experiência, o visitante aprende a usar o chasen (batedor de bambu) durante o preparo do matcha – um chá verde em pó de alta qualidade, batido em água quente, que tem como resultado um sabor amargo e intenso. Em quase todos os locais onde é possível participar desta cerimônia, o ambiente é forrado com tatames e, muitas vezes, as turistas são convidadas a vestir um kimono típico – tornando a vivência ainda mais especial e fotogênica.

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Maid Café: na cafeteria temática os turistas não podem fotografar nem tocar nas atendentes
Maid Café: na cafeteria temática os turistas não podem fotografar nem tocar nas atendentes (Sofia Cerqueira/VEJA)

7.Tomar um lanche em um “maid café”

Para quem busca uma experiência original em Tóquio, conhecer um maid café preenche este requisito. Concentrados no bairro de Akihabara (o paraíso dos artigos eletrônicos), essas cafeterias temáticas têm garçonetes vestidas como camareiras vitorianas/anime e tratam os clientes como “mestres” (goshujin-sama) ou “madames” (ojousama). Trata-se de uma experiência performática de fofura (kawaii), com serviço atencioso e alguns momentos bem infantis. As interações entre as maids (que também servem os pratos e bebidas pedidos), muitas vezes, incluem rituais mágicos, momentos em que o cliente é estimulado a imitar as garçonetes e ainda uma subida em um pequeno palco para tirar uma foto de polaroid. Com uma atmosfera lúdica, os pratos e bebidas também costumam ter decoração especial. Os primeiros cafés do gênero surgiram em Tóquio, no próprio bairro de Akihabara, em 2001.

Kagurazaka: considerada a
Kagurazaka, considerada a “Paris” de Tóquio: a região é uma das mais singulares da cidade (Sofia Cerqueira/VEJA)

8.Caminhar pelo bairro de Kagurazaka, a “Paris” japonesa

Localizado no distrito de Shinjuku, é considerado um dos bairros mais charmosos e singulares da capital japonesa. Frequentemente é chamado de “Pequena Paris de Tóquio”, com uma mistura única de história tradicional com a influência francesa. O local possui a maior concentração de boulangeries (padarias), pâtisseries (confeitarias), bares e restaurantes típicos de Paris. Essa ligação com a França tem explicação. O local concentra escolas francesas (como o Instituto Franco-Japonês) e muitos moradores daquele país que se mudaram para Tóquio. Várias ruas, especialmente as de paralelepípedos, têm uma atmosfera especial que lembra as ruelas de Montmartre, por exemplo. Kagurazaka também é famoso por seu passado. Durante o Período Edo (1603-1868), aquele era o bairro das gueixas.

Happy hour: os Izakayas são bares típicos onde os japoneses costumam ir no fim do dia para beber e comer petiscos
Happy hour: os Izakayas são bares típicos onde os japoneses costumam ir no fim do dia para beber e comer petiscos (Sofia Cerqueira/VEJA)
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9.Curtir o “happy hour” japonês em um Izakaya

Muito frequentados pelos japoneses após o trabalho, no final de tarde e início de noite, os izakayas são bares conhecidos pela atmosfera animada, balcões apertados e cardápios focados em bebidas (cerveja, saquê, chuhai) e uma enorme variedade de petiscos compartilháveis. Entre os mais comuns servidos nestas casas estão o yakitori (espetinhos), Karaage (frango frito) e Hokke (peixe grelhado). Vários deles também oferecem milhos fritos, shushis e sashimis. É meio padrão o cliente receber um pequeno petisco logo ao chegar, cobrado automaticamente, mas de um valor baixo (geralmente entre 200 e 500 ienes). Entre os melhores bairros para ir a um destes bares estão shinjuku, Ueno, Asakusa, Yurakucho e Shibuya.

TeamLab Borderless: museu de arte digital imersivo com projeções tridimensionais
TeamLab Borderless: museu de arte digital imersivo com projeções tridimensionais (Sofia Cerqueira/VEJA)

10.Ir a um museu ultramoderno e super instagramável

Aberto há apenas dois anos no Azabudai Hills (um moderno e luxuoso complexo), no bairro de Minato, em Tóquio, O TeamLab Borderless é um museu de arte digital imersivo e “sem mapas”. O espaço brinda os visitantes com experiências sensoriais onde projeções tridimensionais interagem com os visitantes, que percorrem as salas sem fronteiras físicas. As obras de arte digital extrapolam as salas, espalham-se pelos corredores, comunicam-se com outras obras e reagem à presença humana. A ideia é que o público explore livremente esse labirinto sensorial. O espaço escuro, cheio de espelhos, luzes e sons foi projetado para provocar os cinco sentidos. A “fila” das flores, ou a sala Forest of Lamps é uma das mais disputadas. Além de ser uma experiência inesquecível e instigante, todo o percurso é ultra instagramável.

Tóquio fora do tradicional: compras, experiências inusitadas e visitas a templos sem a aglomeração típica da cidade
Tóquio fora do tradicional: compras, experiências inusitadas e visitas a templos sem a aglomeração típica da cidade (Sofia Cerqueira/VEJA)

A colunista viajou a convite da Nomad, uma plataforma conhecida por tornar os serviços financeiros globais mais democráticos e acessíveis. O cartão Nomad é aceito em mais de 180 países para compras virtuais e presenciais e permite saques em caixas eletrônicos (ATMs). Além do cartão de débito, a fintech oferece opções de conta internacional (sem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção), chip e seguro viagem. Possui mais de 3,5 milhões de clientes ativos.

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Nextb Business Turismo: a agência de turismo com quase dez anos no mercado oferece soluções inovadoras e gestão estratégica em viagens corporativas e de famílias, com atendimento exclusivo 24 horas. E-mail: atendimento@nextbb.com.br, tel. (+55) 15 99657-5595, @nextbbsiness e site https://www.nextbb.com.br.

Nextb Consulting: com guia em português, oferece acompanhamento de viagem privativa de norte a sul do Japão para executivos, famílias, pequenos grupos e experiências solo. E-mail: miriam@nextbb.com.br, tel. (+81) 090-6840-8306.

Marcio Sugayama Photography (MSP): Acompanhamento nas viagens, tornando a experiência no país ainda mais especial. E-mail: deptofoto.ms@hotmail.com, tel. (+81) 070-2447-7329.

JNTO: a Japan House (Av. Paulista, 52, São Paulo) oferece um serviço de consultoria de planejamento de viagens para aquele país de forma gratuita. O atendimento acontece aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h, por ordem de chegada.

 

Instagram @omundodesofia_cerqueira  Com o olhar cultivado em redações por mais de 30 anos, convido você a viajar pelo mundo, por aqui. Nesse amplo e diversificado roteiro, cabem um destino encantador, uma suíte especial, uma experiência única, uma curiosidade do setor e tudo mais que possa instigar quem está de malas prontas ou sonha em pôr o pé na estrada. Siga também o perfil no



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