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A corrida pelo governo de São Paulo ganhou novos contornos após a divulgação de pesquisa da AtlasIntel. Embora o governador Tarcísio de Freitas lidere com vantagem e até flerte com vitória no primeiro turno, o desempenho inicial de Fernando Haddad embaralhou o cenário e acendeu um alerta: a eleição pode ser mais disputada do que indicavam levantamentos anteriores (este texto é um resumo do vídeo acima).
Apresentados no programa Ponto de Vista, os números mostram Tarcísio com 49% contra 42% de Haddad em um dos cenários — diferença relevante, mas, segundo analistas, abaixo do que era esperado até poucas semanas atrás. Em outras simulações, o governador mantém a liderança contra nomes como Simone Tebet e Geraldo Alckmin, todos na faixa dos 41% a 44%.
O favoritismo de Tarcísio ainda é sólido?
A pesquisa reafirma a condição de favorito do atual governador. Em todos os cenários testados, Tarcísio aparece na liderança, com índices próximos dos 50%, o que indica potencial de vitória ainda no primeiro turno.
No segundo turno, a vantagem se amplia: ele chega a 52% contra 44% de Alckmin e Tebet, e 53% contra 43% de Haddad — números que consolidam sua posição como principal nome da disputa.
Por que o desempenho de Haddad chamou atenção?
Para Paulino, o dado mais relevante do levantamento não é a liderança de Tarcísio, mas a largada de Haddad. “O que mais me surpreendeu foi justamente esse desempenho”, afirmou.
Segundo ele, a diferença de cerca de seis pontos indica que “o jogo não está jogado”. Isso porque Haddad entrou recentemente na disputa e ainda não iniciou plenamente a campanha.
O desempenho é visto como acima do esperado para um candidato recém-lançado, especialmente em um estado historicamente resistente ao PT.
A eleição em São Paulo pode ir para o segundo turno?
Apesar da vantagem de Tarcísio, os números sugerem que o segundo turno não está descartado. A proximidade de Haddad — e também de outros nomes, como Tebet e Alckmin — indica um cenário mais competitivo.
Marcela Rahal destacou que até candidatos sem forte ligação com o estado aparecem com desempenho semelhante ao do petista, o que reforça a ideia de que há espaço para crescimento na disputa.
O que explica a redução da vantagem de Tarcísio?
Paulino aponta um fator político recente que pode ter influenciado os números: a saída de Tarcísio da disputa presidencial para dar lugar à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, esse movimento pode ter afetado a imagem do governador. “Ele pode ter passado uma imagem de certa fragilidade”, avaliou.
Antes visto como um nome forte nacionalmente, Tarcísio teria perdido protagonismo, o que pode ter repercutido negativamente no eleitorado paulista.
O cenário ainda pode mudar?
A entrada recente de Haddad e o desempenho equilibrado de outros nomes indicam que a disputa está aberta. Mesmo com favoritismo, Tarcísio enfrenta agora um ambiente mais competitivo do que o previsto.
A tendência é de uma campanha mais intensa nas próximas semanas, com potencial de reconfigurar os números — especialmente se o petista conseguir ampliar sua presença e consolidar sua candidatura no estado.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.