O secretário de Estado americano, Marco Rubio, sugeriu que a parceria dos EUA com a Otan “terá que ser reexaminada” quando a guerra no Irã terminar, apontando a resposta “muito decepcionante” de alguns aliados.

“O presidente e nosso país terão que reexaminar tudo isso depois que esta operação terminar”, disse ele à Al Jazeera na segunda-feira (30).

“É muito simples”, acrescentou. “A Otan é uma aliança, e uma aliança precisa ser mutuamente benéfica. Não pode ser uma via de mão única. Vamos torcer para que possamos consertar isso. Teremos tempo para tratar do assunto depois.”

“Uma das razões pelas quais a Otan é benéfica para os Estados Unidos é que ela nos dá direitos de base para contingências. Isso nos permite posicionar tropas, aeronaves e armas em partes do mundo onde normalmente não teríamos bases, e isso inclui grande parte da Europa”, disse Rubio.

Ele afirmou que, assim como a Espanha “negando o uso de seu espaço aéreo e se gabando disso, negando o uso de suas outras bases” durante um “momento de necessidade”, isso levantou questionamentos sobre “o que há de benefício para os Estados Unidos”.

“Eu sempre fui um grande defensor da Otan… mas se a Otan é apenas sobre nós defendendo a Europa se ela for atacada, mas eles nos negam direitos de base quando precisamos, isso não é um arranjo muito bom”, disse Rubio.

“É difícil permanecer engajado e dizer que isso é bom para os Estados Unidos”, acrescentou.

A cláusula de defesa coletiva da Otan foi acionada apenas uma vez em sua história, para apoiar os Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro, levando a uma coalizão de tropas a lutar no Afeganistão.

Rubio afirmou que a Europa sabe muito bem que, se os EUA retirassem suas tropas do continente, “isso seria o fim da Otan.”



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