Uma semana após a renúncia de Cláudio Castro (PL) ao governo do Rio de Janeiro, o estado segue sob o comando temporário do presidente do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), desembargador Ricardo Couto.

Na última segunda-feira (23), Castro decidiu renunciar à chefia do Palácio Guanabara. No dia seguinte, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cassou a chapa do ex-governador nas eleições de 2022 e o tornou inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico no caso envolvendo a Fundação Ceperj.

Na linha sucessória, o primeiro era o vice-governador Thiago Pampolha, que — antes da condenação, ainda no ano passado — renunciou ao cargo para assumir uma vaga no TCE (Tribunal de Contas do Estado).

O segundo seria o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União), que também perdeu o mandato no caso Ceperj e está preso sob suspeita de vazamento de informações que beneficiaram o Comando Vermelho.

Diante disso, sendo o terceiro na linha de sucessão, Ricardo Couto assumiu interinamente o governo. Agora, o impasse se dá sobre quem assumirá definitivamente a chefia do Executivo estadual.

Inicialmente, o TSE determinou que o novo governador deveria ser escolhido por eleição indireta — ou seja, conduzida pelos deputados estaduais. As regras para o pleito indireto estavam em discussão no plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal).

Mas o cenário mudou quando, na última sexta-feira (27), o ministro Cristiano Zanin, do STF, suspendeu a eleição indireta e determinou a manutenção do presidente do TJ no exercício do cargo até que a Corte decida sobre o tema.

A decisão foi tomada na RCL (Reclamação) 92.644, apresentada pelo diretório estadual do PSD, que questiona o modelo de sucessão definido após a cassação da chapa eleita em 2022.

Além de suspender o pleito indireto, Zanin pediu destaque no julgamento que tramita no plenário virtual e discute as regras para a eleição do mandato-tampão no estado. Com isso, a análise será reiniciada no plenário físico do STF.

Como mostrou o analista da CNN Teo Cury, o ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, vai definir nesta segunda-feira (30) a data do julgamento. A tendência é de que a sessão seja marcada para a próxima semana.



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